Dirigentes das principais centrais sindicais em Pernambuco se reuniram nesta terça-feira (5), no Recife, para discutir a pauta de mobilizações contra a Reforma da Previdência. No encontro, os dirigentes defenderam uma tomada de posição contra a proposta do governo federal, que só trará prejuízos à classe trabalhadora. “Apesar de o governo alardear corte de privilégios, os trabalhadores estão preocupados com mais supressão de suas conquistas”, afirmam.
A proposta de reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro, segundo versão a que tivemos acesso, pretende unificar as regras dos regimes geral e próprio, impondo novas exigências para a concessão de benefícios, que alcançam a todos os segurados, em particular aos servidores públicos, e abre caminho para a adoção do regime de capitalização na previdência pública, como uma etapa para a privatização da previdência social.
Por Antônio Augusto de Queiroz*
Paulo Guedes e Sérgio Moro, ministros fiadores do governo Jair Bolsonaro diante do poder econômico e de setores da opinião pública, começaram a colocar seus blocos na rua com textos preliminares da Reforma da Previdência e a proposta de alterações legislativas contra o crime organizado e a corrupção.
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog (UOL)
As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários e dificultar o acesso aos auxílios. Em nota conjunta divulgada nesta segunda-feira (4), CGTB, CSB, CSP COnlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa.
Não é preciso ir tão longe para comprovar as falácias na proposta de reforma de Previdência defendida por Paulo Guedes, o superministro do governo Jair Bolsonaro (PSL). Chile, Colômbia, México e Peru adotaram sistemas de aposentadoria com regimes de capitalização. Em comum, esses quatro países da América Latina têm revisado seus modelos nos últimos anos e, em alguns casos, proposto mudanças na legislação previdenciária.
A onda bolsonarista ajudou a eleger, em outubro, dezenas de candidatos para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Mas o Congresso que tomou posse na sexta-feira (1/2) reúne o menor número de parlamentares declaradamente governistas da redemocratização para cá. Na Câmara, a base oficial de Jair Bolsonaro representa 22% das cadeiras, enquanto no Senado não passa de 7% – levando-se em conta as coligações oficiais e os apoios já anunciados.
Quinta-feira, 7 de fevereiro. Esta é a data em que o governo federal vai tornar pública sua proposta de reforma da Previdência Social. Segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, é no dia 7 que a mensagem de Jair Bolsonaro deve chegar ao Congresso Nacional.
O objetivo de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro com a chamada “reforma da Previdência” não é outro senão retirar direitos dos trabalhadores e acabar com uma das conquistas mais importantes do trabalhismo brasileiro.
Dirigentes das centrais sindicais (CTB, CSB, CUT, Força Sindical, Nova Central, Intersindical, CSP-Conlutas, CGTB), federações e sindicatos, bem como do Dieese se reuniram na tarde desta terça-feira (15) e aprovaram a realização de uma plenária nacional em defesa da aposentadoria e da Previdência no dia 20 de fevereiro, quando será deliberado um plano de lutas unitário.
Em seu blog, o jornalista Leonardo Sakamoto pondera que o debate sobre a reforma da Previdência mostra que categorias historicamente privilegiadas, como os militares e juízes, estão mobilizadas para manter seus direitos intocados. Já a maioria da população, os idosos pobres, do campo e da cidade, saem em larga desvantagem. Oferecer uma solução justa que não puna os mais pobres "é o que nos dá o direito de, ao final de cada dia, sermos chamados de civilização e não de barbárie", afirma Sakamoto.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, está propondo uma reforma da Previdência bem mais dura do que a do governo de Michel Temer; a proposta em estudo pela equipe econômica prevê regra de transição de 10 a 12 anos, muito menor que os 21 anos previstos na versão de Michel Temer; o caráter ideológico da medida é tão flagrante que sequer há um cálculo do impacto financeiro da proposta
Em notas publicadas nesta quinta-feira (27), a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, informa que integrantes da equipe econômica de Jair Bolsonaro (PSL) disseram que desentendimentos com o time do futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), estão atrasando a definição do projeto do novo governo para a reforma da Previdência