Com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, a expectativa é que 2019 seja um ano de muitos embates e resistência para impedir que retrocessos, sobretudo, para os trabalhadores brasileiros aconteçam. Parlamentares do PCdoB fizeram um balanço de 2018 e projetaram as lutas do próximo ano.
Por Christiane Peres
Modelo econômico ultraliberal e neocolonial dos dois governos são semelhantes.
Proposta pretende dificultar o acesso aos benefícios previdenciários
A manifestação de "boas intenções" da equipe econômica de Jair Bolsonaro não reflete a descontrução de direitos dos trabalhadores pretendida por seus assessores e ministro. Na agenda de Paulo Guedes, o "super ministro" que comandará a economia do país no próximo ano, o primeiro ponto é o desmonte da previdência pública. Veja na análise de Paulo Kliass.
Quase 40 anos após a reforma da Previdência, os baixos valores das aposentadorias e o fato de quase metade dos aposentados viverem abaixo da linha da pobreza são claras evidências de que o modelo não deu certo.
Por Tatiana Melim, do Portal CUT
Sindicato dos Auditores Fiscais a Receita Federal alerta que presidente eleito age como Michel Temer, com o objetivo de aprovar proposta nociva aos trabalhadores.
O governo Jair Bolsonaro queria aprovar o reforma da Previdência a qualquer custo antes de sua posse. O pleno era de aprovar o texto como foi encaminhando por Michel Temer ao Congresso. A proposta não encontrou apoio nem mesmo junto a aliados e parlamentares do próprio partido, o PSL.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reconheceu nesta segunda (12) que há dificuldades em aprovar a reforma da Previdência ainda este ano. Segundo ele, a avaliação foi feita pelo economista Paulo Guedes, que assumirá o superministério da Economia, e que está à frente das principais negociações sobre o tema. Bolsonaro e Guedes se reuniram nesta segunda-feira no Rio de Janeiro.
Um político autoritário e um economista neoliberal levam a prever anos muito difíceis para os brasileiros. A proposta de hoje é a capitalização da previdência básica. A ideia é permitir que gestores de fundos da iniciativa privada – bancos, seguradoras e até fundos de pensão de estatais – administrem a poupança individual de aposentadoria dos trabalhadores. Novos trabalhadores poderão optar por serem assim assegurados.
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
O modelo de Previdência Social do Chile foi rejeitado nesta segunda-feira (12) pelas nove centrais sindicais brasileiras reunidas em plenária nacional realizada em São Paulo. A atividade reuniu cerca de 250 sindicalistas de diversas categorias profissionais e contou com a participação de Mario Reinaldo Villanueva Olmedo, dirigente da Confederación Fenpruss, que esclareceu sobre os prejuízos que a Previdência chilena trouxe aos trabalhadores daquele país.
Por Railídia Carvalho
Conversas foram iniciadas depois de computado o impacto da aprovação, esta semana, de pautas bombas que permitiram o aumento do Judiciário e o novo regime tributário para setor automotivo.
Após reunião com Bolsonaro no gabinete do governo de transição, em Brasília nesta quinta-feira (8), o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que Jair Bolsonaro e Michel Temer já trabalham em uma reforma da Previdência "infraconstitucional", ou seja, sem que haja a necessário modificar a Constituição.