As principais centrais sindicais brasileiras divulgaram nota criticando a possível intenção do governo de retomar a tramitação do projeto de "reforma" da Previdência. Reunidas hoje (2) em São Paulo, as entidades reafirmaram "sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza" o papel da Previdência Social.
O ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) quer aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, logo após a eleição. A proposta, que significa praticamente o fim da aposentadoria, é mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras de um governo responsável pelas taxas recordes de desemprego que derrubaram a arrecadação da Previdência Social.
Por Tatiana Melim e Marize Muniz
Banqueiros querem reforma da previdência pública. Sem o acesso dos trabalhadores à aposentadoria pelo INSS, abre-se a oportunidade de ampliar a venda do produto previdência privada.
Em entrevista nesta segunda-feira (10) ao Valor Econômico o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia,declarou que sem a reforma da Previdência "não tem conversa". Segundo o ministro, a articulação no Congresso está avançada para aprovar a reforma até novembro. Dirigentes da Força Sindical e CTB criticaram a posição do governo federal e afirmam que a reforma é "golpe" contra o direito da população à aposentadoria.
Durante participação no evento "Diálogo com o eleitor", promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) em Brasília, nesta terça-feira, o candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) defendeu a realização de um plebiscito em que a população opine sobre a reforma da Previdência.
Desde o início dessa semana, aliados de Temer têm tentado ressuscitar o debate sobre a Reforma da Previdência. Eliseu Padilha, Romero Jucá e o próprio Temer, em seu discurso comemorativo dos dois anos de retrocessos de seu governo, têm batido na tecla da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16 até o final do ano. Para tanto, os governistas tentam cooptar adeptos e mantêm o tom de desastre para o país, caso a matéria não avance antes do próximo ano.
Por Christiane Peres
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta segunda-feira (14) que “não está extinta” a possibilidade de o governo tentar aprovar ainda este ano a Reforma da Previdência (PEC 287/16).
Daria para pagar 115 mil aposentados com o benefício mínimo da Previdência, ou para construir 78 unidades de pronto-atendimento de saúde, ou, ainda, erguer 31 escolas. Essas são algumas das destinações que poderiam ter tido os R$ 110 milhões que o governo Michel Temer gastou com propaganda da reforma da Previdência, cuja votação naufragou na Câmara devido à falta de votos para aprovar a proposta de emenda à Constituição.
É a segunda grande mobilização presenciada na França em menos de três semanas. Nessa terça-feira (3), os sindicatos franceses convocaram paralisações de serviços de transporte, coleta de lixo e outros contra as reformas trabalhistas de Macron. Com impacto especialmente no vital setor ferroviário, a série de greves ameaça paralisar boa parte da França para defender os direitos trabalhistas e lutar contra a precarização do trabalho
O Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro realizou, na quarta-feira (28), na sede do Sindicato dos Bancários, um importante debate sobre os impactos da reforma da previdência na vida das mulheres. A professora Denise Lobato Gentil foi a responsável pela exposição, onde apresentou as grandes disparidades existentes entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A reforma saiu da pauta mas continua nos planos do governo de Michel Temer.
Que os bancos têm interesse em reformar a previdência, a gente sabe. Quanto pior o regime de previdência pública, maior vai ser o número de pessoas que vão correr atrás da previdência privada. Mas em São Paulo isso ficou escancarado: a Prefeitura conseguiu uma doação de quase meio milhão de reais para bancar um estudo sobre a previdência dos servidores municipais.
A Câmara Municipal de São Paulo retirou, por 120 dias, o Projeto de Lei (PL) 621, sobre a reforma da previdência dos servidores da cidade, criando o chamado Sampaprev. O prefeito João Doria (PSDB), que mais cedo deu entrevista dizendo que não recuaria, teve de ceder à pressão. Desde o dia 8, diversas categorias do funcionalismo público estão em greve e, em conjunto, vêm realizando grandes manifestações com frequência.