Em um mundo de pós-verdades, a desinformação assume diversas formas. A mais atual consiste em uma tentativa rasa de desconstruir os argumentos daqueles que afirmam que a reforma proposta pelo governo atual não se embasou na realidade socioeconômica brasileira.
Por Marcelo L. Perrucci*
As centrais de trabalhadores anunciaram nesta terça-feira (27) que o Brasil vai parar no dia 28 de abril em protestos contra as reformas da Previdência Social, trabalhista e contra a terceirização irrestrita. Na próxima sexta-feira (31), as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo estarão nas ruas em atos pelo Brasil contra a reforma, um esquenta para a greve geral.
Por Railídia Carvalho
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó realizou um seminário sobre a reforma da Previdência.
A mulher trabalha 5,4 anos a mais do que o homem ao longo de cerca de 30 anos de vida laboral, segundo simulação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O trabalho extra é resultado dos afazeres domésticos. O cálculo foi feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por iniciativa do deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS), a comissão especial que analisa a proposta da Reforma Trabalhista (PL 6787/16) promoveu audiência pública nesta sexta-feira (24) no Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.
Cezar Britto, é sergipano nascido na cidade de Propriá, formado em direito pela UFS. É advogado de várias entidades sindicais, movimentos populares e organizações não governamentais. Foi advogado de Jean Wyllys, em sua defesa no caso do cuspe ao deputado Jair Bolsonaro, e representou a deputada Maria do Rosário também contra Bolsonaro, na possível ameaça de estupro feita à deputada em 2003.
As reformas da Previdência e trabalhista de Michel Temer continuam sendo denunciadas em atos e mobilizações pelo Brasil. As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam a população para novos atos no dia 31 que se realizarão simultaneamente em todo o país. A exemplo do que aconteceu no dia 15 de março, quando um milhão de pessoas protestaram nas ruas contra a reforma da Previdência, as centrais de trabalhadores também sinalizam paralisação nacional ou greve geral para abril.
O presidente Michel Temer excluiu da reforma da Previdência os servidores dos estados e os funcionários públicos municipais. Não que ele não tenha razão. Pelo contrário, oxalá ele exclua todas as categorias de trabalhadores do campo e da cidade, e acabe de vez com essa proposta de reforma que só vai trazer prejuízos grandiosos ao povo brasileiro.
O "sonegômetro" instalado nesta quinta-feira (23) na área central de Brasília, na Asa Sul, aponta que a evasão de impostos no país já ultrapassou o valor R$ 127,3 bilhões, desde o começo do ano. O painel revela que, desde o dia 1º de janeiro deste ano, mais de R$ 127 bilhões deixaram de ingressar nos cofres públicos em decorrência da sonegação de impostos – no total, a dívida que os sonegadores têm com a União supera R$ 1,8 trilhão.
A equiparação da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, presente na proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo governo de Michel Temer, foi debatida nesta quinta-feira (23) na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o tema. Os especialistas foram quase unânimes nas críticas a proposta e justificaram com dados e estudos a necessidade de diferenciar a idade de se aposentar entre os sexos.
A aprovação do Projeto de Lei 4.302/1998, que libera a prática da terceirização em todas as atividades da empresa, terá impactos negativos sobre a Previdência Social. Ao ampliar a informalidade do mercado de trabalho, a terceirização irrestrita deve fazer crescer o número de trabalhadores que não contribuem – ao menos regulamente – com a Previdência. Trata-se de um duro golpe na base de arrecadação do sistema.
Um dia nacional de paralisações que também pode se transformar em greve geral. Em reunião nesta quinta-feira (23), um dia após a aprovação do projeto de Lei 4302/98, que permite a terceirização total, dirigentes das sete centrais sindicais decidiram aumentar as mobilizações contra as reformas trabalhista e previdenciária de Michel Temer. Um ato nacional ou uma greve geral começam a ser organizados para o final de abril, quando está prevista a votação das duas reformas.
Por Railídia Carvalho