Os ministros das Relações Exteriores dos países da União Europeia concordam em considerar novas medidas contra a Rússia, se o país não mudar sua posição em relação à Ucrânia, declarou o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Frans Timmerman, após a reunião ministerial da UE.
A União Europeia deve pressionar o Brasil, o Chile e outros países latino-americanos para que não exportem produtos alimentícios para a Rússia e, dessa forma, renunciem a ocupar o lugar dos fornecedores europeus cujos produtos foram restritos ou banidos por Moscou. A informação, baseada em fontes de Bruxelas, foi publicada nesta terça-feira (12), pelo jornal britânico The Financial Times.
O Primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, falou, na quinta-feira (6), sobre a possibilidade de fechar o espaço aéreo da Rússia para as empresas ocidentais que sobrevoam a Sibéria, usando o trajeto como o trecho mais curto para unir a Europa a Ásia.
O manuseamento de sanções econômicas, políticas e militares no âmbito da chamada comunidade internacional é uma das práticas que mais traduz a arbitrariedade e a mentalidade ditatorial que reinam na ordem mundial.
Por José Goulão*, em Jornalistas sem Fronteiras
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto "sobre a aplicação de certas medidas econômicas especiais para garantir a segurança da Federação Russa", divulgou o serviço de imprensa do Kremlin.
O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, aconselhou os países que impuseram sanções contra a Rússia a pensar em uma solução para um possível fechamento do espaço aéreo da Federação Russa.
Moscou considera que a atitude de Kiev é absolutamente irresponsável, já que se esquiva à interação em matéria de prestação da assistência humanitária ao Sudeste da Ucrânia, lê-se num comentário do Ministério das Relações Exteriores da Federação da Rússia, disponibilizado esta terça-feira (5) no site da chancelaria.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, instruiu o governo a preparar medidas de resposta às sanções ocidentais. “Os instrumentos políticos de pressão sobre a economia são inaceitáveis, a Rússia vai proteger os interesses dos produtores nacionais,” disse Putin. As informações são do portal Voz da Rússia, em matéria desta terça-feira (5).
Moscou vai considerar respostas possíveis às sanções da União Europeia, inclusive contra as companhias aéreas russas, disse o primeiro-ministro Dmitry Medvedev durante uma reunião com o ministro do Transporte e com o vice-diretor da Aeroflot, Maksim Sokolov e Vadim Zingman. Na terça-feira (5), o diário Vedomosti noticiou que a Rússia considera limitar ou bloquear voos europeus à Ásia através da Sibéria.
Os Estados Unidos decidiram, a União Europeia obedeceu e agora de um lado e de outro do Atlântico prestam-se contas às possíveis reações que estão na mão do presidente russo, demonstrando-se assim que os cálculos anunciados à opinião pública sobre as sanções contra Moscou “são números sem pés nem cabeça, sofrem de variáveis impossíveis de calcular”, segundo economistas das instituições europeias.
Por Pilar Camacho, de Bruxelas, e Norman Wycomb, de Londres para Jornalistas sem Fronteiras
Em Moscou reagiram de forma surpreendentemente calma à nova “terceira fase” de sanções da União Europeia contra a Rússia. As restrições no setor bancário, da energia, de exportações de armamentos e da chamada produção de “dupla utilização” (civil e militar) entrarão em vigor em 1º de agosto.
Por Andrei Fedyashin , na Voz da Rússia
Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) anunciaram um novo pacote de sanções contra a Rússia nesta terça-feira (29), acusando Moscou de apoiar as milícias no leste da Ucrânia e ameaçando atingir a economia russa. A declaração emitida pelo bloco europeu de 28 membros admite, ao contrário das retóricas recentes, que as “sanções mais abrangentes” afetarão as empresas estatais da Rússia e o comércio internacional com o país.