Pedro Bigardi (PCdoB) e Luiz Fernando Machado (PSDB) disputam no domingo (28) a prefeitura de Jundiaí, cidade paulista que tem o Produto Interno Bruto (PIB) municipal per capita (R$ 47.396) maior que o das demais capitais do país, com exceção de Brasília (DF) e Vitória (ES). No primeiro turno, Bigardi obteve 49,98% dos votos válidos e Machado, 42,95%.
Com orçamento estimado para 2013 em aproximadamente R$ 42 bilhões, o prefeito eleito no dia 28 terá a missão de administrar a maior e mais rica cidade do Brasil. Fernando Haddad (PT) e tucano José Serra (PSDB) disputam o comando da capital paulista, que tem Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 389,3 bilhões, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2009 – o que representa 12,26% de toda a riqueza produzida no país.
Do ponto de vista da população mais pobre de qualquer cidade, a eleição que tem mais possibilidade de mudar sua vida para pior ou melhor é a municipal.
Por Paul Singer, na Folha de S. Paulo
O ex-candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo e deputado estadual Carlos Giannazi disse à Rede Brasil Atual que o posicionamento manifestado por Plínio de Arruda Sampaio no microblogue Twitter sobre o segundo turno da eleição municipal, nesta quarta-feira (17), não é a posição oficial do partido. Sampaio escreveu no início da tarde, na rede social: “O importante agora é derrotar o Haddad porque ele é incompetente e porque sua vitoria fortalece, (sic) o Lula e a turma do Mensalão”.
Depois do movimentos sindical, movimentos sociais, artistas e gestores culturais, ativistas do meio ambiente, Haddad se encontra nesta quinta-feira (18) para ouvir o segmento das Igrejas Evangélicas.
Um ano após a morte de seu criador, Leon Cakoff, a 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa na próxima sexta-feira (19) privilegiando filmes inéditos no Brasil. Até o dia 2 de novembro, o festival apresenta cerca de 350 filmes de mais de 60 países.
Os tucanos nasceram de forma contingente na política brasileira, apontaram para um potencial forte, tiveram sucesso por via que não se esperava, decaíram com grande rapidez e agora chegam a seu final.
Por Emir Sader*
Em protesto pela comida fornecida pela empresa, os trabalhadores da fabricante chinesa (de Taiwan) de eletrônicos Foxconn paralisaram a linha de produção do iPhone e do iPad em Jundiaí (SP) na manhã desta quarta-feira (10). Cerca de 800 trabalhadores cruzaram os braços diante da fábrica entre 6 horas e 9h30, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí. Eles reclamavam da qualidade da alimentação.
O excelente artigo de Maria Rita Kehl na Ilustríssima (publicado em 16 de setembro*), "Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura", sobre uma ação infeliz da PM paulista, mereceu uma resposta burocrática e malcriada de um subsecretário de Comunicação do governo do Estado de São Paulo, Marcio Aith, intitulada "Psicanálise de embromação" (em 23 de setembro)**.
Foi um domingo para não esquecer. A história rugiu, rangeu e se mexeu; repôs certas correlações entre a nervura social e o voto; entre o discernimento popular e o legado histórico de projetos e propostas antagônicas. As urnas falaram e, como é natural, em escrutínios municipais marcados por peculiaridades locais, emitiram vereditos ecumênicos.
Por Saul Leblon*
Para a professora de História da Universidade de São Paulo (USP) Maria Aparecida de Aquino, a definição de um segundo turno entre PT e PSDB em São Paulo representa “a retomada do bom senso”. Lembrando que não falava do candidato Celso Russomanno, mas da candidatura, ela afirmou “apostar em alguma coisa que não se tem conhecimento seria uma aventura perigosa que o Brasil já viveu”, citando as experiências de Jânio Quadros, nos anos 1960, e de Fernando Collor, no início dos anos 1990.
As urnas foram cruéis com a mídia tucana nas eleições para a prefeitura de Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Com a condenação do deputado João Paulo Cunha no STF e a retirada da sua candidatura, os jornalões decretaram o enterro da esquerda na cidade.
Por Altamiro Borges*