A Rússia não vai apoiar uma resolução da Organização das Nações Unidas elaborada pela Europa sobre a Síria, disse o Ministério de Relações Exteriores nesta terça-feira (4), considerando o esboço da resolução "inaceitável", mas sem deixar claro se Moscou vai vetá-lo.
O Pacto Militar do Atlântico Norte, o braço militar do imperialismo, descartou nesta sexta-feira que pretenda realizar uma intervenção militar contra a Síria, fato que foi visto por analistas como um "pretexto para evitar o ridículo".
A Síria acusou nesta quinta-feira (29) o governo dos Estados Unidos de estimular a violência dos grupos armados contra os militares sírios.
A Turquia rompeu o diálogo com a Síria e ameaça estabelecer sanções contra o país vizinho, onde há seis meses eclodiram movimentos de desestabilização política, anunciou o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, após um encontro com o presidente americano Barack Obama.
Na semana passada o secretário de Relações Internacionais do PCdoB, Ricardo "Alemão" Abreu, recebeu a visita do representante do partido Baath da Síria no Brasil, Abd el Hamid, e representantes da comunidade árabe, para um diálogo sobre os recentes acontecimentos na Síria, que passa por uma agitação considerada por Abd uma "conspiração orquestrada pelo imperialismo".
Representantes de diversos setores debateram nesta segunda-feira (12) sobre a atual crise nacional, enquanto o governo sírio introduziu reformas à lei de partidos políticos em meio a novas manifestações de oposição ao presidente Bashar Assad.
O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi, em visita a Damasco, afirmou neste sábado (10) que rejeita toda a ingerência externa na Síria, manifestando, também, o desejo da organização de ajudar o país a superar "a fase" que está atravessando, informou a agência oficial de notícias SANA.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, condenou as sanções europeias à Síria, em meio a protestos contra o governo do presidente Bashar Al Assad.
Depois da Líbia, a ofensiva imperialista no Oriente Médio encaminha-se para uma nova frente. Em 18 de agosto, o presidente Barack Obama exigiu que o presidente sírio Bashar al-Assad se demitisse, tendo afirmado que os dias do líder sírio estão contados. Os governos da Grã-Bretanha, França e Alemanha juntaram-se-lhe nessa exigência. Esta declaração é uma grosseira interferência imperialista nos assuntos internos da Síria.
Por Sara Flounders*
O embargo imposto pela União Europeia (UE) ao petróleo procedente da Síria entrou em vigor neste sábado (3) junto a outras sanções a personalidades e empresas do país árabe, a fim de aumentar a pressão política e econômica pela violenta repressão empreendida no país.
Representantes dos países que compõem a União Europeia se reúnem nesta sexta-feira (02) na Polônia para discutir o endurecimento das sanções à Síria. A iniciativa obteve o apoio da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Para ela, as restrições devem atingir a área de petróleo.
Se a semelhança entre os cenários da devastadora mudança de regime no Iraque e na Líbia significa alguma coisa, o futuro da soberania de Bashar al-Assad na Síria pode estar por um fio. O xis da questão – lembro eu – é que mudar o regime na Síria é providência absolutamente central para todos os objetivos dos EUA no Oriente Médio.
Por M. K. Bhadrakumar, no Rede Voltaire