Mais uma vez explode o conflito em torno da Reforma Agrária no estado do Paraná. Mesmo com a afirmação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro desse ano, de que “o MST é um movimento social popular legítimo”, mais uma ação foi realizada para prender e criminalizar lideranças dos Acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Luta pela Terra, e militantes assentados da região central do Paraná.
A Federação Sindical Mundial (FSM), entidade a qual a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é filiada, enviou uma nota, nesta terça-feira (8) condenando “energicamente a repressão do Estado brasileiro que invadiu a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF)", do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Marcelo de Souza tem 41 de idade e mora na mesma casa no Horto, na Zona Sul do Rio de Janeiro, desde que nasceu. A casa pertence à sua família há décadas e passou de geração em geração. Marcelo, que trabalha com um pequeno buffet, mora na casa com sua esposa, Betânia, e seu filho de 15 anos, que assim como o pai, nunca morou em outro lugar.
A avaliação da defensora pública Mariana Py Muniz Cappellari, coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul é que "precisamos conter a ascensão do estado policial dentro do estado de direito”. Em entrevista ela adverte para o significado e as conseqüências de algumas medidas que vêm sendo tomadas.
A União da Juventude Socialista (UJS) lançou uma nota rechaçando a postura da policia civil, que invadiu a tiros a Escola Florestan Fernandes, do Movimento sem Terra (MST), na manhã desta sexta-feira (4). Segundo a entidade, o objetivo dessa ação é criminalizar os movimentos sociais. "Após o golpe, tem crescido no Brasil o número de arbitrariedades comandadas pelo Poder Judiciário e pelas forças policiais", afirma um trecho do comunicado.
Após a invasão sem mandado judicial realizada pela Policia Civil de São Paulo na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) do MST, em Guararema (SP), parlamentares e membros do PT se posicionaram contra a ação. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que as cenas do vandalismo da polícia mostram que trata-se de uma invasão criminosa com disfarce de operação. “A ENFF é uma escola!”, indignou-se.
Os deputados do PCdoB usaram as redes sociais para expressar indignação pela operação policial que foi feita contra a Escola Florestam Fernandes em São Paulo, nesta sexta-feira (4). “Entraram atirando contra estudantes e crianças, como se ali fosse uma organização criminosa”, denunciou a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), alertando que esta é uma situação própria de estados de exceção e conclamando as forças progressistas a se unirem contra essa situação.
A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, pronunciou-se a respeito do ataque de Policiais Civis, que, sem sem mandado de busca e apreensão, dispararam vários tiros ao tentarem invadir a Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento sem Terra (MST) na manhã desta sexta-feira (4) em Guararema (SP), deixando dois feridos por estilhaços. A jovem afirma que a UNE repudia a ação dos policiais.
O cantor e compositor Lirinha estava na Escola Nacional Florestan Fernandes ministrando uma palestra sobre cultura popular quando a polícia invadiu o local e começou a dar tiros com munição letal. Para o artista, o que aconteceu na manhã desta sexta-feira contra o MST (4) foi “mais uma prova de que estamos num Estado de suspensão da democracia”.
O nível de truculência da Polícia Militar Paulista atinge patamares alarmantes. Nesta quinta-feira (4) à tarde, estudantes ocuparam o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, aderindo a luta contra a PEC 241/55 e a reivindicação por assistência estudantil, quando foram abordados por policiais com chutes, socos e levados para a 2º DP, na capital de São Paulo.
Dando sequência a onda de criminalização dos movimentos sociais do governo Temer, a Polícia Civil emitiu 26 mandados judiciais e prendeu 8 militantes do Movimento sem Terra (MST) nesta sexta-feira (4), além de invadirem a Escola Nacional Florestan Fernandes a tiros, localizada em Guararema, São Paulo. A ação, batizada de "Castra", ocorre também em Quedas do Iguaçu, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul, no Paraná e no Mato Grosso do Sul.
Cerca de 70% da população brasileira teme ser vítima da violência policial. A constatação foi feita em um levantamento realizado pelo Instituto Data folha a pedido do Fórum Brasil de Segurança Pública (FBSP ) divulgado nesta quarta-feira (2).