A primeira coisa que precisa ser dita: A caravana contra a PEC 55 foi gigante e linda. Somos mais de mil escolas e 229 universidades ocupadas e fomos mais de 40 mil estudantes, professores e trabalhadores da educação protestando em Brasília contra a PEC que vai colocar um fim na educação pública. Lutamos porque sabemos que sem investimentos o próximo passo é mensalidade e privatização.
Por Carina Vitral, no Conversa Afiada*
A União Nacional dos Estudantes (UNE) lançou uma nota nesta quinta-feira (1) a respeito das cenas de violência promovidas pela Polícia Militar do Distrito Federal na última terça-feira (29), durante a manifestação contra a PEC 55 ocorrida em Brasília. Segundo o comunicado. "A polícia do GDF não tinha intenção de controlar as ações isoladas do ato, mas sim sufocar a manifestação" e conclui "vamos parar o Brasil com trancaços em todos os cantos, no segundo turno da votação da PEC 55".
Após momentos de desespero devido à repressão da polícia ao protesto organizado nesta terça-feira (29) em Brasília contra a a PEC dos gastos públicos, o saldo foi de perdas, desaparecimentos, indignação e, distante completamente da vontade popular, a aprovação pelo Senado em primeiro turno ao final do dia, com 55 votos a favor, do congelamento por vinte anos dos orçamentos de saúde, educação e outras áreas essenciais.
A violência usada por forças policiais contra os manifestantes na tarde/noite desta terça-feira (29), em frente ao Congresso nacional, foi duramente criticada por parlamentares da oposição ao governo golpista de Michel Temer. E comparada às forças policiais usadas pela ditadura militar contra os manifestantes que, em abril de 1984, lutavam pelas Diretas Já! Os dois governos e os métodos são igualmente ilegítimos e representam uma violação ao estado democrático de direito.
O Partido Comunista do Rio de Janeiro (PCdoB-RJ) lançou uma nota rechaçando o assassinato de sete moradores da Cidade de Deus, localizada na região oeste da capital. Nos últimos dias, a população vive momentos de pânico com o conflito entre policiais e o narcotráfico. Segundo afirma um trecho do comunicado, "Nada, absolutamente nada, justifica o assassinato, com requintes de crueldade, praticados contra 7 moradores da Cidade de Deus".
Os moradores da Cidade de Deus, favela localizada no Rio de Janeiro, realizarão um ato nesta quinta-feira (24) contra a onda de violência e perseguições que alastrou-se no local. No último domingo (20), um helicoptero da policia militar caiu na região, matando os quatro ocupantes. Na sequência, sete corpos foram encontrados em uma mata próxima à favela. Habitantes denunciam que a chacina foi represália à queda da aeronave.
Por Laís Gouveia
O Rapper e escritor MV Bill usou a sua conta no Facebook para denunciar nesta quarta-feira (23) os abusos cometidos por policiais militares na cidade de Deus, favela do Rio de Janeiro que vivencia dias de pânico com tiroteios e perseguição de policiais aos moradores do local.
Um grupo de oito garotos, de entre 11 e 15 anos, perambulava nesta segunda-feira pela principal avenida de acesso à Cidade de Deus, na zona oeste do Rio. Após os tiroteios e a queda de um helicóptero da Polícia Militar no final de semana, os moradores recuperaram parte das suas rotinas, mas as escolas amanheceram fechadas. Sentados numa praça, os jovens, sem nada a fazer, relatavam com naturalidade uma das suas brincadeiras favoritas antes de eles trocarem os jogos pelas namoradas.
Uma noite com vários tiroteios em diversas favelas do Rio de Janeiro colocou as autoridades e os moradores da cidade em estado de alerta. Um helicóptero da Polícia Militar caiu na favela Cidade de Deus, na zona oeste, provocando a morte dos quatro ocupantes. Além disso, corpos de ao menos sete homens foram encontrados na comunidade com indícios de execução, segundo seus familiares.
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados organiza diligência nessa quinta-feira (17/11) para apurar violações de Direitos Humanos no estado do Paraná. O foco será apurar ações de criminalização de lideranças por parte da polícia, durante a Operação Castra, realizada no dia 04 de novembro, que envolveu o estado do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Quatro dos cinco corpos dos jovens mortos em uma emboscada que teria sido arquitetada para vingar o assassinato de um guarda civil metropolitano estão sendo velados no Cemitério da Vila Alpina, na zona leste da capital paulista, onde também serão sepultados. Parentes emocionados chegaram ao local gritando por justiça. “Queremos os assassinos na cadei
“Temos um novo esquadrão da morte em São Paulo. Fico pensando se o governo estadual fosse do PT. Como o Jornal Nacional e o SPTV tratariam este tema?”, disse nesta quarta-feira (10) o ex-ministro e membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) Paulo Vannuchi. Em conversa com a jornalista Marilu Cabañas, o ex-ministro aborda temas relacionados à violência policial, especialmente aos cinco jovens encontrados mortos em Mogi das Cruzes.