13 de setembro de 2017 - 11h48

Instituto Florestal reivindica direitos em audiência pública na ALESP


Raphael Montanaro (AN/ALESP)
   
Os trabalhadores reivin­dicaram a reposição dos salários " que estão defasados em mais de dois anos ", o pagamento de horas extras trabalhadas e o reajuste da cesta básica (atualmente no valor de R$ 70, com desconto de R$ 35) e do vale-refeição (R$ 14 por dia).

A deputada Leci Brandão defendeu que o trabalho dos servidores do instituto é essencial para a manutenção da vida. "Essas pessoas, que estão sem condições de trabalhar por falta de investimentos, são responsáveis por vidas. Elas cuidam da natureza, que é essencial para a sociedade", disse.

Segundo os presentes, faltam equipamentos, uniformes e até funcionários no instituto para o desenvolvimento do trabalho em segurança.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), José Antonio Faggian, afirmou que um dos problemas da desestruturação da instituição é a falta de conhecimento da população. "O povo não consegue entender a importância da fundação. Os trabalhadores estão sem carro, enfrentando os palmiteiros no facão. Se continuarmos nesse ritmo, o IF está fadado à extinção", disse.

São mais de 90 parques estaduais sobre a tutela do IF, além de estações ecológicas que, juntos, somam 1 milhão de hectares.

A possível privatização dos parques municipais também foi pauta da audiência. A prefeitura de São Paulo iniciou em maio deste ano o processo de concessão de 14 parques para a iniciativa privada, entre eles o Ibirapuera (zona sul). O edital de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) dos parques foi publicado no Diário Oficial do município. Para Leci, o Estado de São Paulo parece estar à venda: "Todo dia aparece uma notícia horrível de desmonte de tudo", declarou.


Vermelho/SP - fonte Agência de Notícias da ALESP - texto de Beatriz Correia

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