Proposta da CNO visa planejamento estratégico dos comitês estaduais
Dada a necessidade de se investir numa visão planejada das ações estaduais do PCdoB no processo de implantação do 6º Plano de Estruturação Partidária, a Comissão Nacional de Organização lançou uma proposta de trabalho organizada pela assessora técnica Mar
Publicado 15/05/2007 12:58
Partido Comunista do Brasil
Comissão Nacional de Organização
6º Plano de Estruturação Partidária
Assessoria Técnica: Maria Valéria Duarte de Souza
Proposta de Trabalho 1
Introdução:
A presente proposta tem por objetivo esclarecer aspectos da metodologia de trabalho da assessoria técnica em planejamento estratégico junto aos Comitês Estaduais do Partido Comunista do Brasil no processo de implantação e implementação do 6º Plano de Estruturação Partidária – PEP.
Serão destacados, entre outros elementos, o papel a ser desempenhado por esta assessoria, e as ações a serem desenvolvidas no sentido de auxiliar os Comitês Estaduais a superar possíveis dificuldades na implantação e implementação do 6º PEP, entendido este como instrumento de expansão e fortalecimento do Partido.
Atuação da Assessoria
A atuação desta assessoria está focada na atuação dos Comitês estaduais do Partido no processo de implementação dos planos já encaminhados à CNO. Desse modo, o trabalho desta assessoria não se refere ao processo de elaboração dos planos, o que já foi feito pelos comitês, mas ao monitoramento das ações para que os planos sejam efetivados, isto é, sejam colocados em prática.
O monitoramento é a fase mais longa e mais complexa do planejamento. É este processo, composto de vários procedimentos, que garante a realização de ações e o cumprimento de metas que proporcionarão elementos para a avaliação de resultados.
Etapas de Trabalho
Como foi dito anteriormente, o monitoramento da implementação dos
Planos pelos Comitês nos estados é o objeto de nosso trabalho. O monitoramento terá início concomitante à execução das ações. É um trabalho de acompanhamento cuja referência está concentrada nos objetivos e nas metas .
Considerando a estreita relação entre ações, objetivos e metas é necessário a realização de um estudo prévio, com o objetivo de analisar o grau de articulação entre esses três aspectos .
Este estudo prévio já teve início em agosto de 2006 com a análise do material relativo aos planos anteriores, enviado pelos Comitês Estaduais á CNO.
A análise desta documentação revelou aspectos que, por sua vez, demonstram diferentes graus de conhecimento e entendimento sobre a metodologia do planejamento Entre esses aspectos, destaca-se positivamente a preocupação com o detalhamento, o que revela uma tentativa de identificar todos os pontos a serem alcançados pelo planejamento.
Por outro lado, também aparecem nesta análise, alguns equívocos que se repetiram nas elaborações mais recentes, relativas ao 6º PEP. São os mais freqüentes:
• definição de objetivos sem que este esteja relacionado a solução de um problemas ou problemas explicitados.
• objetivos difusos (pois não há clareza sobre qual o problema que visa solucionar, qual a situação a superar)
• indiferenciação entre objetivos metas e ações (ações tomadas por objetivos, objetivos por metas, etc.)
• não identificação de responsáveis por cada etapa de realização das ações .
Tais equívocos, caso não sejam corrigidos comprometem todo o processo , não só na etapa de planejamento de ações, mas, principalmente a etapa de implementação.
A imprecisão na definição de objetivos demonstra pouca clareza na identificação dos problemas a serem enfrentados e superados. Esta imprecisão na definição dos objetivos compromete o estabelecimento de metas. Sem metas claras, a ação torna-se dispersa, além do que, sem metas claras, não há como avaliar o processo de forma confiável.
Assim, como primeira etapa deste trabalho, é necessário que seja empreendida uma revisão nos objetivos, metas e ações dos planos que serão objeto de acompanhamento neste primeiro momento, de forma a estabelecer uma uniformidade de entendimento sobre estes elementos.
Uma vez realizados os ajustes necessários, a etapa seguinte consiste em compor, no âmbito de cada Comitê cujo plano está sendo acompanhado por esta assessoria, um núcleo responsável pela implementação das ações. Neste núcleo, é necessário, ainda, a escolha de um interlocutor em cada comitê onde o monitoramento será realizado, núcleo este com o qual serão mantidos os contatos e repassadas as informações.
Definidos os núcleos, deverá ser priorizada a construção de indicadores (etapa 2) que possibilitem realizar o acompanhamento sistemático do processo. A esta assessoria caberá a realização de capacitações para que os Comitês posam elaborar seus indicadores, conforme as demandas sejam identificadas.
É importante ressaltar que, no material analisado (planos enviados pelos Comitês á CNO), em nenhum momento a questão dos indicadores foi tocada revelando-se uma deficiência que deverá ser imediatamente sanada para que se possa dar prosseguimento à implementação dos planos.
A construção de indicadores está relacionada aos objetivos e se constitui em procedimento essencial do processo de planejamento, pois, sem indicadores não é possível avaliar, nem o desempenho, nem o resultado, ao final do prazo estabelecido.
Para a construção de indicadores, deverá ser avaliada a necessidade de capacitação do núcleo responsável em cada Regional. Esta avaliação deverá ser realizada a partir da solicitação deste material pode-se avaliar a necessidade de capacitação e em que grau.
Uma vez construídos os indicadores, será dado prosseguimento ao monitoramento, onde serão acompanhados o desenvolvimento das ações , as possíveis dificuldades e, caso sejam necessários, os ajustamentos a serem realizados no decorrer do processo , evitando que , somente ao final, erros e deficiências sejam identificados.
O monitoramento será efetivado por meio do envio, a esta assessoria, de relatórios mensais, por parte dos comitês com o objetivo de avaliar o desenvolvimento das ações, além e contatos por meio eletrônico ou em reuniões presenciais, na medida em que sejam necessárias.
Na medida em que os relatórios forem enviados, será possível identificar as dificuldades e os pontos que necessitam de um redirecionamento para que os objetivos e metas sejam alcançados. O monitoramento, constitui-se, assim, de uma “avaliação por etapas”, e tem o objetivo de evitar que os possíveis erros e dificuldades somente sejam visualizados na etapa final do processo, quando será realizada a avaliação geral.
A avaliação geral (etapa 3) ocorrerá ao final do processo e consiste em analisar , separadamente, os resultados obtidos em cada estado, levando-se em conta os objetivos e metas estabelecidos , bem como ao crescimento e fortalecimento loca do Partido.
Concluída a avaliação geral, esta assessoria apresentará um relatório final para discussão na CNO, no qual constará uma análise do processo e dos resultados obtidos.
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