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Seppir: 5 anos de uma história nova na luta anti-racista

A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) completa cinco anos de existência neste sábado (21), dia em que também se celebra o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Ao criar uma pasta destinada exclusivamente à

Ao fazer um balanço das ações da pasta,  Elói Ferreira destacou a implementação da política de cotas para negros nas universidades e o Estatuto da Igualdade Racial, que tramita na Câmara dos Deputados. “O estatuto se coloca como talvez o marco legal contemporâneo que vai dar mais relevo à luta da igualdade racial depois da Lei Áurea, de 1888, por tratar de diversos temas, como a questão da educação e também a titulação das terras quilombolas”, avaliou.



O secretário admite que as cotas continuam a causar polêmica, mas as considera como um marco. “Naturalmente que [a política de cotas] enfrenta resistências ainda, mas que estão sendo demovidas pouco a pouco, porque se percebe que não é uma política que tem a pretensão de ser eterna, mas que busca dar as condições para que o negro alcance o espaço na universidade, alcance o espaço pela educação, que antes não era possível”, afirmou Ferreira, em entrevista à Agência Brasil.



A questão quilombola também é citada pelo secretário como um avanço importante. “O governo colocou na agenda do debate nacional, como prioridade, trazer essas comunidades para o foco do debate e levar para elas situações de avanço social, serviços públicos, educação, cultura e sobretudo o reconhecimento das áreas que elas ocupam, a titulação dessas áreas”, disse. A Seppir fez um levantamento dos remanescentes de quilombos no país, localizando mais de 2.600 destas comunidades, com sua maior concentração no estado do Maranhão.



O novo ministro da Seppir, Edson Santos, faz uma avaliação sóbria do desempenho da Secretaria. Diz que os negros, “embora não tenham partido a espinha dorsal do racismo e da desigualdade, conseguiram muitos avanços, suados e sofridos. Mas ainda resta muito a conquistar”, acrescenta. Edson Santos assumiu o cargo há um mês, no lugar de Matilde Ribeiro, acusada de irregularidades no uso do cartão corporativo do governo. Para muitos ativistas do movimento negro, a própria denúncia foi uma manifestação de intolerância.



Da redação, com agências