Perpétua pede liberação de presos cubanos nos E.U.A
Cinco cubanos completarão 10 anos encarcerados sob falsas acusações de obter informações que teriam comprometido a segurança americana. Perpétua apóia pedido de justiça feito pelos parlamentos de 15 países e pela ONU.
Publicado 16/07/2008 19:01 | Editado 04/03/2020 16:10
Os deputados Perpétua Almeida (PCdoB/AC) e Nilson Mourão (PT/AC) assinaram requerimento protocolado na Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal que pede a visita de uma comitiva de parlamentares brasileiros a cinco antiterroristas cubanos mantidos presos injustamente nos Estados Unidos. René Gozales, Geraldo Hernádez, Ramon Lobanino, Antônio Guerrero e Fernando González tiveram suas detenções declaradas arbitrárias pela Comissão de Direitos Humanos da UNU. Ainda assim, eles são vítimas de maus tratos e estão impedidos de ver seus familiares na cadeia, embora não existam provas cabais de que estes cidadãos tenham obtido informações que comprometessem a segurança nacional dos EUA.
Os deputados acreanos foram informados sobre a manipulação dos processos que resultaram nas prisões e das injustiças cometidas pelo sistema prisional americano aos cubanos. A explanação foi feita durante o Encontro Parlamentar Latino Americano e Caribenho de Solidariedade a Cuba, realizado na Cidade do Panamá, no último dia 9.
Quinze nações, representadas no evento por seus respectivos parlamentares, pedem a imediata libertação dos cubanos, que completarão, no dia 12 de setembro, 10 anos encarcerados.
Em pronunciamento no plenário da câmara, Perpétua Almeida fez um novo apelo para que prevaleça a democracia americana – tida como modelo de participação popular. Que sejam revistas as arbitrariedades contra estes homens comprovadamente inocentes”, disse.
A deputada solicitou à mesa-diretora da Câmara Federal a divulgação de um documento-declaração assinado pelos parlamentares dos 15 países pedindo a libertação dos presos políticos.
Atendendo às recomendações da ONU, em 9 de Agosto de 2005, o Painel de Juízes da Décima-Primeira Corte de Apelações de Atlanta decidiu revogar todas as condenações importas aos cubanos, por unanimidade. No entanto, o próprio governo americano solicitou que o julgamento anterior fosse mantido, se empenhando de forma incomum para evitar um novo júri. A Corte de Atlanta mudou seu veredicto e ratificou as sentenças de prisão perpétua para ambos os presos.