Passagem de ônibus pode ser de R$ 2,20 em Teresina

Os movimentos sociais pressionam pelo congelamento

Transporte público - Reprodução
O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) apresentou ontem, durante a audiência pública na Câmara, proposta de aumento da passagem de ônibus de R$ 1,90 para R$ 2,20. A proposta recebeu críticas dos vereadores. O prefeito Elmano Férrer adiantou que ainda irá reunir a equipe da Strans para avaliar o valor proposto.

A audiência contou com a presença da Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans), Setut e Ministério Público.

O vereador R.Silva (PP) afirmou que não deve haver aumento, já que “as empresas só tem lucro”. Segundo ele, a Prefeitura também paga o aluguel dos terminais de ônibus. Já o gerente de planejamento do Strans, José Lopes Neto, rebateu as críticas e disse que a planilha “é aberta à sociedade, todos podem ter acesso”.

No final de abril deste ano, o Ministério Público do Estado do Piauí, através da 44ª Promotoria de Justiça de Teresina (Núcleo das Promotorias de Justiça da Fazenda Pública), recomendou ao prefeito Elmano Férrer que a planilha de custos fosse descartada. A planilha foi elaborada a partir de metodologia do Grupo de Estudos da Política de Transporte, órgão extinto em 2008, e foi considerada obsoleta pelo Ministério das Cidades.

Em MOVIMENTO

Os vários movimentos organizados do Piauí, principalmente trabalhadores, estudantes e moradores dos bairros de Teresina que nessa guerra contra o aumento representam os usuários pressionam a Prefeitura pelo congelamento.

A Campanha está acontecendo em várias frentes: coleta de assinaturas para montar um abaixo-assinado; campanha virtual através da hashtag #congelaelmano; audiência realizada com o prefeito; atos nos bairros e no centro.

Amanhã será mais um dia de atividades contra o aumento do transporte público de Teresina. Na UFPI se organiza uma operação para interromper o trânsito dentro da Universidade e questionar não só o preço, mas a qualidade do serviço de uma forma geral: "Todo ano entram quase 2 mil alunos e quantidade de ônibus permanece a mesma, sempre lotado, não passam no setor de esportes, e ainda por cima a UFPI não disponibiliza ônibus suficiente para que os alunos transitem de um Centro para outro." desabafa Raíza, coordenadora de Planejamento do DCE da UFPI.

Nesse mês ainda estão sendo pensadas várias intervenções: " A intenção é congelar, e que o trabalhador e o estudante não sejam pegos com as 'calças na mão'" afirma Elton Arruda, presidente da CTB-PI.

Tatiane Seixas
Da redação do Vermelho no Piauí