Empresas ganham com desoneração e rotatividade, alertam centrais

Seis centrais sindicais se reuniram nesta semana em São Paulo para apresentar uma proposta para combater à alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro. Durante uma coletiva de imprensa, na sede da CTB, dirigentes das centrais UGT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, CUT, além da CTB, expuseram suas propostas baseados em levantamento preparado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas, o Dieese.

Um dos fatos que chamou mais atenção foi a constatação de que a prática é adotada em setores beneficiados com as medidas do governo para evitar que os efeitos da crise mundial do capital sejam sentidos no país, como a desoneração da folha de pagamento. A redução das contribuições trabalhistas favorece 25 setores da economia, como setor agrícola, de aves suínos e derivados, onde a rotatividade chegou a 75% em 2009, descontados os desligamentos, decorrentes de transferência, desligamento a pedido do trabalhador, aposentadoria e falecimento.

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O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, conversou com a Rádio Vermelho sobre o assunto.

Também falam à emissora o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, e o presidente da Contraf, ligada à CUT, Carlos Cordeiro, também coordenador nacional do comando dos bancários.

Deborah Moreira
Da redação

Confira a íntegra das entrevistas: