Inácio propõe solidariedade do Senado ao presidente da Bolívia

 

 O senador Inácio Arruda apresentou na noite desta quarta-feira (03.07), nota de solidariedade do Senado brasileiro ao presidente da Bolívia, Evo Morales, “que teve sua vida colocada em risco pela atitude absolutamente inexplicável da Espanha, de Portugal, da Itália e da França, que anunciaram problemas técnicos para impedir o pouso do avião presidencial. É algo absolutamente inaceitável que ocorra nos dias de hoje”.

O parlamentar cearense considera “que o plenário do Senado não pode se omitir em relação a esse episódio. Foi negado ao presidente da Bolívia que ele pudesse pousar, numa parada previamente estabelecida, em Lisboa. Negado esse pedido, foi solicitado o pouso na Espanha, também negado. Foi negado ainda que ele sobrevoasse o espaço aéreo da França e negado pouso na Itália. É algo perigoso. Tão perigoso que ele teve que fazer um pouso de emergência em Viena”, explicou Inácio.

O avião do presidente teve que fazer um pouso de emergência, porque senão cairia, por falta de combustível. Todos esses países ofereceram uma desculpa sem sustentação, de que se tratava de razões técnicas. “Então, por razões técnicas, podiam deixar o avião do presidente cair? Algo absolutamente absurdo, inaceitável e que merece um posicionamento nosso, inevitavelmente. O Senado não pode se omitir”.

Para o senador, é “algo vexatório nações com a tradição de Portugal, Espanha, Itália e a França se submeterem a um papel desse tipo, só porque a mídia internacional anuncia uma suspeita, de que Evo pudesse estar conduzindo Edward Snowden, o foragido americano que vazou informações da agência de inteligência americana, denunciando que os Estados Unidos, através das suas agências, e usando instrumentos como Facebook, Twitter, Google e outros, vigiam milhões de pessoas na Europa, na América do Sul e em todo lugar do mundo. E, particularmente, no seu próprio País”, explicou Inácio.

Ele lembrou que não é uma questão político-ideológica; não se pode aceitar que um presidente, primeiro mandatário da nação, seja submetido a esse terrorismo internacional. “Porque isso é um ato de terror internacional contra um mandatário legitimamente eleito, respaldado pelo seu povo e colocado como alvo de uma agressão”.

A proposta do senador Inácio Arruda foi apoiada, de imediato, pelos senadores Ana Amélia (PP-RS), Anibal Diniz (PT-AC), Cristovam Buarque (PDT-DF), Eduardo Suplicy (PT-SP), Lídice da Mata (PSB-BA), Paulo Paim (PT-RS), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Waldemir Moka (PMDB-MS) e Wellington Dias (PT-PI).

Fonte: Assessoria do Senador Inácio Arruda