STF notifica ministro da Educação por ofensas à UNE

Em dezembro, entidade recorreu à Corte pedindo que Weintraub prestasse esclarecimento sobre suas ofensas nas redes sociais

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente da UNE, Iago Montalvão, durante evento do MEC

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, determinou que um oficial de Justiça notifique o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que este se manifeste em até 15 dias sobre críticas proferidas por ele à União Nacional dos Estudantes (UNE). Em dezembro, a UNE recorreu à Corte pedindo que Weintraub prestasse esclarecimento sobre as ofensas dele à entidade nas redes sociais no ano passado.

A UNE alega que o ministro “iniciou verdadeira batalha pessoal contra as entidades estudantis, em especial à UNE, notadamente em virtude de sua discordância que assume em seu posicionamento político e administrativo”. Entre as declarações do ministro estão falas como: “Por que algumas pessoas são contra a carteirinha digital? Porque a UNE ganha R$ 500 milhões por ano fazendo isso. A gente vai quebrar mais uma das máfias do Brasil, tirar R$ 500 milhões das mãos da tigrada da UNE”.

De acordo com a entidade estudantil, “o uso das expressões ‘máfia’ e ‘tigrada’ possuem evidente sentido pejorativo”. Em agosto, numa entrevista à revista Época, o presidente da UNE, Iago Montalvão, já alertava para a postura agressiva do ministro da Educação: “Ele usa a mesma estratégia do Bolsonaro, que é de dialogar apenas com a própria bolha. Apesar de um aparentemente republicanismo, na internet eles são muito agressivos, estimulando ódio da população, que é muito preocupante”.

Com informações da Folha.com

2 comentários para "STF notifica ministro da Educação por ofensas à UNE"

  1. Adriana Citino disse:

    Na verdade cabe um pedido de indenização por danos morais. Vamos atacar os fascistas no bolso também.

  2. jair macedo da silva disse:

    O ataque as entidades estudantis, notadamente à UNE, agora, reflete o profundo desprezo dessa gangue pelo ensino. Uma postura reflexiva ao grau de desconhecimento dessa gente, carregada de ódio, também, pelo povo brasileiro.

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