Luciana Santos defende frente ampla em defesa da vida e do Brasil

A presidenta do PCdoB defende também a unidade das forças progressistas para enfrentar a agenda bolsonarista.

Luciana Santos é presidenta nacional do PCdoB l Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara)

A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos concedeu entrevista ao jornal Folha de Pernambuco e à Rádio Folha FM 96.7, na manhã desta terça-feira (14). Luciana criticou a conduta do governo Bolsonaro no combate à propagação da Covid-19 em todo o país, a falta de testes massivos e de apoio aos estados e municípios.

Luciana falou sobre o avanço da pandemia no Brasil e a atuação dos governos estaduais, em particular sobre de Pernambuco, para enfrentar os impactos da doenças e tentar salvar vidas. Comentou ainda sobre o esforço para a aquisição de respiradores e criar leitos no estado. “Nossa meta era criar mil leitos, mas superamos a expectativa e foram mais de mil e quinhentos criados”, afirmou.

Defesa da vida

“Nós temos mais de 72 mil brasileiros e brasileiras mortos. Primeiro é a defesa da vida, não pode naturalizar isso. Tem que ter combate, tem que ter enfrentamento. Tinha que unir o Brasil, mas o que vimos é o governo agir Bolsonaro de forma desastrosa. Foram trocados três ministros. Uma verdadeira guerra instalada, com o presidente participando de passeata de domingo pedindo a volta do AI-5. Ou seja, uma coisa insana e a gente teve que enfrentar isso”, destacou a dirigente comunista.

Segundo ela, o seu estado de Pernambuco “segue firme e forte” no combate ao avanço da pandemia. “Decidimos cuidar das pessoas, e também do emprego que é uma preocupação”, disse ela ao falar sobre o esforço do governo estadual para proteger as pessoas mais carentes e evitar algo pior para a população.

Frente ampla de salvação nacional 

Para a presidenta do PCdoB, o fundamental neste momento é constituir uma frente que enfrente os graves problemas do país, em especial decorrentes da pandemia. Para ela a frente precisa abarcar amplas forças políticas e segmentos da sociedade brasileira e modo a garantir um pouco mais de estabilidade política no país e uma ação concreta de defesa da nação. “Uma frente mais do que a esquerda para ajudar a tirar o país da circunstância que nos encontramos”, pondera. Para tanto, segundo Luciana, é preciso garantir maior unidade do campo progressista visando contribuir para a formação da frente ampla. “Infelizmente nós ainda vivemos um ambiente de muita dispersão”, afirmou. Ela lembrou que um dos motivos da vitória da extrema-direita nas eleições presidenciais em 2018 foi a falta de unidade das forças de esquerda. “Não podemos repetir erros, precisamos tirar lições”.

Eleições municipais

Questionada sobre as eleições municipais em Pernambuco, Luciana falou a construção de alianças para a disputa. Com participação importante na gestão do prefeito Geraldo Júlio, no Recife, a vice-governadora considera que o mais provável é o PCdoB manter o apoio ao PSB.

“Nós estamos no governo de Geraldo Júlio, nosso querido Luciano Siqueira é vice de Geraldo Júlio já pela segunda vez, o caminho natural da gente é aliança com o PSB. Mas essa é uma construção que nós estamos tentando fazer para que no Recife consolide a nossa frente popular, a frente que nós construímos na reeleição de Paulo Câmara (governador)”

Para Luciana, a união e vitória do campo político de esquerda nas eleições municipais deste ano são importantes para combater a agenda bolsonarista no Brasil. A vice governadora defende que, principalmente as capitais, sejam cuidadas como “patrimônios políticos”

“Mesmo sabendo da necessidade de candidatura própria, nós temos que também, principalmente nas capitais, ter um cuidado especial com alianças que garantam a vitória do nosso campo. Porque o que nós precisamos nessas eleições é garantir uma vitória contra a agenda bolsonarista no Brasil”, destacou Luciana.

Com informações do Portal do PCdoB

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