Debandada na equipe de Guedes repercute no Congresso Nacional

Já são cinco baixas no Ministério da Economia. Parlamentares defendem que Brasil não precisa da política privatista encabeçada por Paulo Guedes.

Orçamento de 2021 e reforma do serviço público: Estado mínimo de Bolsonaro e Guedes - Foto: Reprodução

Parlamentares repercutiram a saída de mais dois integrantes do Ministério da Economia nesta terça-feira (11). Agora, foi a vez dos secretários especiais de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, pediram demissão do governo federal.

Para o vice-líder da Oposição na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o ministro da Economia, Paulo Guedes, vê a sua equipe se “desintegrar”. 

“Paulo Guedes, antigo Posto Ipiranga, hoje não é nem um Texaco no governo Bolsonaro”, provocou o parlamentar em sua conta no Twitter. “Mais dois abandonaram o navio. O último a sair que apague a luz”, completou Silva.

A vice-líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), também comentou as novas baixas. Segundo ela, a pasta toda pode ser extinta, visto que o Brasil não precisa dessa agenda privatista. “Vai tarde o secretário de Privatização. Pode ir a pasta toda junto e ser extinta. O Brasil não precisa desse tipo de política pública”, afirmou em sua conta no Twitter.

Já o senador Humberto Costa (PT-PE) questionou se os os que saíram desistiram de salvar a economia e se saíram com informações privilegiadas. “É o governo da destruição total”, sentenciou o parlamentar

Já o deputado cearense André Figueiredo, líder do PDT, registrou em sua conta no Twitter que debandada na equipe de Paulo Guedes se deu porque ainda não avançou a agenda privatista do governo. O parlamentar alerta: “Não se enganem. O Brasil continua sob risco dos que querem destruir o patrimônio nacional”.

Com Salim e Uebel, chegam a cinco as baixas na equipe econômica. Mansueto Almeida e Caio Megale já haviam deixado o Tesouro Nacional e a diretoria de programas da Secretaria Especial da Fazenda, respectivamente, e o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, também anunciou a própria saída.

Fonte: PCdoB na Câmara e redes sociais

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