OMS observa queda da pandemia em 17 estados brasileiros

São 17 estados com redução de mortes, confirmando a tendência de queda geral na curva epidêmica. Apenas o Sudeste não apresenta desaceleração significativa.

Por descumprir as normas estabelecidas pela OMS, a Polícia Civil do Pará fechou a loja Havan, em Belém, neste sábado (10). O estabelecimento não seguiu as regras de distancimento e aglomeração durante a inaguração na capital paraense.foto Lacenio Gonçalves Ag.Pará

O Ministério da Saúde atualizou nesta segunda-feira (12), feriado nacional, o boletim de casos de Covid-19 no Brasil. Com 201 novos óbitos registrados em 24 horas, o país soma 150.689 mortes pela doença. O número acumulado de infectados desde o início da pandemia é de de 5.103.408. 

Segundo o levantamento do consórcio da imprensa, com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 562, uma variação de -19% em relação aos dados registrados em 14 dias. Essa é a média mais baixa registrada desde o dia 9 de maio.

Patamar de mortes da última semana (41a.) está abaixo da 20a. semana, em meados de maio.

Do total de infectados desde o início da pandemia em todo o país, quase 4,5 milhões estão recuperados e outras 457 mil seguem em tratamento. 

A média móvel de novos casos foi de 23.158 por dia, uma variação de -12% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, segundo a imprensa, encontra-se na faixa que aponta estabilidade (abaixo de 15%).

A taxa de letalidade está em 3% e a mortalidade por 100 mil habitantes está em 71,7. A incidência de casos do novo coronavírus por 100 mil habitantes é de 2.428,5.

Patamar de contágios também voltou aos números de meados de junho, nas 23a. e 24a. semana

OMS observa queda com otimismo

O diretor-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, disse que a instituição celebra o fato de que o Brasil mostra números “estabilizando ou recuando” na Covid-19, mas destacou que eles “seguem altos”.

Além disso, afirmou que a desaceleração nos casos da doença “não exclui um novo pico” adiante.

Ryan disse que há uma tendência de baixa nos casos nas Américas e parabenizou as equipes na linha de frente no Brasil pelo que tem sido “uma luta muito longa” contra a doença.

“O fato de que a doença está desacelerando não significa que ela não vá ganhar força de novo”, alertou.

Com isso, a autoridade insistiu que se mantenha a vigilância, lembrando também que o País é muito grande, por isso um recuo no número geral não significa a ausência de regiões com quadros mais graves de contaminações.

Estados

O estado de São Paulo tem o maior número de diagnósticos da doença. Desde o início da pandemia até hoje, o estado de São Paulo soma 1.038.344 casos confirmados do novo coronavírus, com 37.279 mortes. Do total de casos confirmados, 920.961 pessoas estão recuperadas da doença. Em todo o estado, 8.702 pessoas estão internadas em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, sendo que 4.251 delas estão em estado grave. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) é de 42,9% no estado e de 41,1% na Grande São Paulo.

Em seguida vem a Bahia (326.634 casos e 7.159 óbitos), Minas Gerais (323.967 casos e 8.130 mortes) e Rio de Janeiro (283.858 casos e 19.312 óbitos).

O Acre é o estado com menor número de infectados, com 29.063 casos e 675 mortes, seguido pelo Amapá (49.424 casos e 726 óbitos), Roraima (52.659 infecções e 670 mortes) e Rondônia (67.973 casos e 1.398 óbitos).

Dezessete estados apresentaram queda na média móvel de mortes. Apenas o Acre teve alta, no entanto, os números no estado são baixos, variando no máximo até 5 óbitos nas últimas duas semanas.

Cinco regiões apresentaram queda: Centro-Oeste (-25%), Nordeste (-30%), Norte (-32%) e Sul (-31%). O Sudeste (-8%) manteve estabilidade.

  • Subindo (1 estado): AC
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (8 estados + o DF): MG, RJ, SP, DF, AM, AL, MA, PI e SE
  • Em queda (17 estados): PR, RS, SC, ES, GO, MS, MT, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE, PB, PE e RN

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