Equipe de Paulo Guedes no ministério acumula cargos e tem ganhos acima do teto

Em evento virtual sobre a reforma administrativa, Paulo Guedes já disse que considera a remuneração dos altos cargos do funcionalismo “baixa”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Membros da cúpula do Ministério da Economia acumulam cargos e salários em estatais, sendo que alguns recebem acima do teto do funcionalismo, de R$ 39,3 mil. A informação está em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (13).

Segundo o jornal, isso acontece por meio do pagamento de jetons, nome dado à remuneração paga a quem participa de reuniões de conselhos de estatais. Os jetons, por não serem considerados salário, não estão sujeitos ao teto.

De acordo com a Folha, Guedes não recebe jetons e tem um salário bruto de R$ 30,9 mil como ministro. No entanto, diversos membros do alto escalão do ministério recebem jetons. Um exemplo é o número dois da pasta, Marcelo Guaranys, que recebe R$ 7 mil de jeton por participação no conselho da PPSA, estatal que opera a parte da União no pré-sal, além de R$ 37,8 mil de salário.

Guedes e sua esquipe defendem austeridade nos gastos e reformulação do serviço público, com redução da remuneração para as carreiras do funcionalismo. Nesse sentido, enviaram ao Congresso Nacional uma proposta de reforma administrativa em setembro.

No entanto, Paulo Guedes já declarou em um evento virtual sobre a reforma administrativa que considera que os funcionários do alto escalão ganham “pouco”. Para ele, deveria ser permitido que esse pessoal recebesse acima do teto de R$ 39,3 mil.

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