Orlando Silva defende ampliar a desoneração da folha para mais setores

O deputado federal defendeu “diminuir o peso de impostos sobre produção e emprego e aumentar o peso de impostos sobre renda”

Empresários e consumidores estão pessimistas - Foto: Fernando Vivas/Governo da Bahia

Ao comemorar a derrubada do veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB), candidato a prefeito de São Paulo, defendeu ampliar o benefício para os demais ramos do setor produtivo. Para ele, o parlamento tem a responsabilidade de avançar nessa pauta no próximo ano.

“Espero que durante o debate da reforma tributária nós possamos corrigir essa distorção, que é a tributação de quem contrata. Temos que diminuir o peso de impostos sobre produção e emprego e aumentar o peso de impostos sobre renda”, defendeu o deputado em entrevista ao jornal O Globo.

Autor da emenda que prorrogou a folha de pagamento, Orlando Silva disse que a medida teve como objetivo incentivar o emprego. “A implementação dessa lei significa uma medida prática para manter empregos nos setores econômicos que mais geram empregos”.

“Finalmente, a novela teve final feliz. Se arrastou por meses, mas teve final feliz. O governo errou, o presidente da República errou ao vetar o texto aprovado por consenso, e o Congresso acertou ao derrubar esse veto”, completou.

Sem a derrubada do veto, o parlamentar havia previsto que o desemprego atingiria setores econômicos que empregam milhões de brasileiros. Disse que seria um tombo próximos aos 10% das ocupações num momento em que, pela primeira vez, mais de metade da população economicamente ativa está sem trabalho.

Mesmo diante dessa situação dramática, ele lembrou que Bolsonaro vetou a prorrogação da desoneração e ainda promoveu corte de 50% no valor do auxílio emergencial de R$ 600 para desempregados sem direito ao seguro. “É um genocida”, protestou.

Com a desoneração, as empresas vão pagar alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. Pelas projeções do setor industrial, serão preservados 6 milhões de empregos.

Confira os 17 setores beneficiados:

  1. Calçados
  2. Call Center
  3. Comunicação
  4. Confecção/vestuário
  5. Construção civil
  6. Empresas de construção e obras de infraestrutura
  7. Couro
  8. Fabricação de veículos e carroçarias
  9. Máquinas e equipamentos
  10. Proteína animal
  11. Têxtil
  12. TI (Tecnologia da informação)
  13. TIC (Tecnologia de comunicação)
  14. Projeto de circuitos integrados
  15. Transporte metroferroviário de passageiros
  16. Transporte rodoviário coletivo
  17. Transporte rodoviário de cargas
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