A mudança começa nas cidades

Vamos combater esse recuo civilizacional no voto. E derrotar os candidatos que representam o atraso

Foto: Diego Galba

Faz pouco tempo que a gente fazia planos. Um curso, uma viagem, um emprego melhor, uma TV nova, colocar filhos num mundo que parecia que andava pra frente. E, de repente, a roda da história virou ao contrário, tirando de nós o eixo e o horizonte.

Tem a falta de dinheiro, de perspectiva, o desalento. Os direitos que a gente perdeu. Tem as agressões que a gente sofre – objetivas e simbólicas. Ter que lidar com mentira e intolerância, com falta de empatia e solidariedade. Com o absurdo. Sentir vergonha. E sofremos como indivíduos as dores de um processo que é coletivo.

Mas esse abismo não há de ser fato consumado. Sempre se pode alterar o rumo. Por isso essas eleições são tão importantes. Elas precisam ser o início de uma reviravolta. Esse é o momento de a gente lembrar que nem sempre foi assim. E registrar nas urnas a nossa insatisfação, mas também a nossa esperança.

Despolitizar as pessoas e desacreditar a política foi o que nos trouxe até essa situação. Faz parte do projeto antidemocrático e antipopular que nos consome enquanto povo e sujeitos. Vamos combater esse recuo civilizacional no voto. E derrotar os candidatos que representam o atraso, essa espécie de fascismo que nos ronda e penetra pelas frestas.

A barbárie institucionalizada, que de sopetão invade nossos grupos de whatsapp e nos atravessa numa fila de supermercado, precisa perder. Tudo isso vai passar, e esse domingo pode ser um marco.

A mudança começa nas cidades.

Fonte: Brasileiríssimos

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