Pfizer rebate Pazuello e diz que ofertou 70 milhões de doses da vacina

Ministro se queixou de poucas doses em entrevista. Farmacêutica disse que a entrega depende da data de fechamento do contrato e lembrou que fez três ofertas ao Brasil no ano passado.

Enfermeira prepara seringa para vacinar idosos em asilo na Bélgica, onde fica fábrica de imunizantes da Pfizer (Foto: Dirk Waem/AFP)

A gigante farmacêutica Pfizer, produtora de uma das vacinas contra a Covid-19, divulgou nota refutando a versão do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7) que a empresa queria vender ao Brasil apenas 9 milhões de doses do imunizante com entrega de um primeiro lote de 500 mil doses em janeiro.

“A Pfizer ofereceu 500 mil doses em janeiro, 500 mil em fevereiro, dois milhões em março, dois milhões em abril, dois milhões em maio e dois milhões em junho. Pensem se isso resolve o problema do Brasil. Toda a vacina oferecida pela Pfizer no primeiro semestre vacina a metade da população do Rio de Janeiro”, reclamou Pazuello diante dos repórteres. O ministro criticou ainda exigências contratuais da Pfizer, como a isenção de responsabilidade por efeitos colaterais.

Em nota, a Pfizer argumentou que a disponibilidade e o cronograma de entrega de doses para o país “depende da data de fechamento do contrato de fornecimento diante da alta procura por doses e de contratos com outros países em andamento”.

A empresa também lembrou que fez três ofertas anteriores ao Brasil nas quais se dispunha a entregar 70 milhões de doses a partir de dezembro.

“Vale reforçar que a Pfizer encaminhou três propostas ao governo brasileiro, para uma possível aquisição de 70 milhões de doses de sua vacina, sendo que a primeira proposta foi encaminhada pela companhia em 15 de agosto de 2020 e considerava um quantitativo para entrega a partir de dezembro de 2020”, afirma o comunicado da farmacêutica.

Com relação às cláusulas contratuais, a empresa afirma que as condições oferecidas ao Brasil são as mesmas vigentes nos contratos de outros países que já começaram a vacinar sua população.

“Países como Estados Unidos, Japão, Israel, Canadá, Reino Unido, Austrália, México, Equador, Chile, Costa Rica, Colômbia e Panamá, assim como a União Europeia e outros países, garantiram um quantitativo de doses para dar início à imunização de suas populações, por meio de acordo que engloba as mesmas cláusulas apresentadas ao Brasil”, diz o comunicado.

Confira a nota na íntegra

Em relação às negociações com o governo brasileiro para um possível fornecimento da vacina da Pfizer e BioNTech contra a COVID-19, a companhia esclarece:

Com base em acordo de confidencialidade firmado em 31 de julho de 2020 entre a Pfizer e o Ministério da Saúde, a companhia não pode comentar detalhes da negociação em curso, mas afirma que as cláusulas apresentadas ao Governo estão em linha com os acordos fechados em outros países do mundo, inclusive na América Latina, sendo que diversos países já começaram a vacinação, salvando vidas.

Desde o início da pandemia, a Pfizer tem buscado uma resposta terapêutica que possa ajudar a combater a COVID-19. Globalmente, a companhia decidiu que a vacina contra a COVID-19 é um bem que deve ser oferecido à população em geral, por isso destinou seus esforços para negociações com os governos de todo o mundo, no mesmo momento, inclusive com o governo brasileiro, por meio de tratativas que se iniciaram em junho de 2020.

Países como Estados Unidos, Japão, Israel, Canadá, Reino Unido, Austrália, México, Equador, Chile, Costa Rica, Colômbia e Panamá, assim como a União Europeia e outros países, garantiram um quantitativo de doses para dar início à imunização de suas populações, por meio de acordo que engloba as mesmas cláusulas apresentadas ao Brasil.

A Pfizer ainda aguarda a decisão do Governo Brasileiro para estabelecer um contrato de fornecimento, tendo como base as condições e os termos acordados e necessários para um acordo definitivo, com base nas doses ainda disponíveis para distribuição.

A disponibilidade e cronograma de entrega das doses para o país depende da data do fechamento do contrato de fornecimento diante da alta procura por doses e de contratos com outros países ainda em andamento. Vale reforçar que a Pfizer encaminhou três propostas ao governo brasileiro, para uma possível aquisição de 70 milhões de doses de sua vacina, sendo que a primeira proposta foi encaminhada pela companhia em 15 de agosto de 2020 e considerava um quantitativo para entrega a partir de dezembro de 2020.

A farmacêutica irá produzir até o final de 2021 cerca de 1,3 bilhão de doses de vacina, em cinco fábricas nos EUA e na Europa.

A Pfizer continua o processo regulatório de submissão contínua de sua vacina junto à ANVISA e permanecerá à disposição do Governo para concretizar um acordo que beneficie os brasileiros. Janeiro de 2021 Pfizer Brasil

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