Sem oxigênio, hospitais de Manaus viram “câmaras de asfixia”

Pesquisador da Fiocruz relata que problema atinge Hospital Universitário Getulio Vargas e SPA José de Jesus Lins de Albuquerque.

Vista aérea de Manaus – Foto: Jose Zamith de Oliveira Filho via Wikimedia Commons / CC-BY-3.0-BR

Profissionais de saúde que atuam em hospitais com vítimas da Covid-19 de Manaus relatam uma situação dramática nesta quinta-feira (14). Segundo o pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia, há vídeos e áudios em que servidores da linha de frente relatam que há falta de oxigênio em hospitais. Orellana concedeu entrevista à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Segundo o pesquisador, os hospitais “viraram câmaras de asfixia”. “Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque”, relatou.

Orellana disse ainda que os pacientes que conseguirem sobreviver podem ficar com sequelas permanentes devido à falta de oxigênio.

O reitor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Sylvio Pugas, confirmou ao jornal a falta de oxigênio no HUGV. Segundo ele, alguns pacientes estão recebendo suporte mecânico. Há ainda previsão de transferência de pacientes para o Piauí.

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