Quem é a líder abolicionista negra que pode estampar a nota de US$ 20

Harriet Tubman lutou contra a escravidão e pelo voto feminino no século 19

A ativista negra Harriet Tubman (1822-1913), principal líder abolicionista na história dos Estados Unidos, pode estampar as notas de US$ 20. Nesta segunda-feira (25), o governo Joe Biden anunciou que vai reativar o projeto para incluir a imagem de Harriet no dinheiro nacional. O plano havia sido anunciado em 2016, pelo governo Barack Obama, mas foi abandonado pelo governo Donald Trump.

“O Tesouro está tomando medidas para reativar os esforços para colocar Harriet Tubman nas novas notas de US$ 20. É importante que nossas cédulas, nosso dinheiro, reflitam a história e a diversidade de nosso país”, anunciou a porta-voz presidencial, Jen Psaki. Caso a medida seja aprovada, a abolicionista será a primeira mulher negra a estampar uma nota de dólar.

Harriet lutou contra escravidão e pelo voto feminino nos Estados Unidos, além de ter sido olheira armada e espiã do Exército durante a Guerra Civil Americana (1860-1865). É atribuída a ela uma frase antológica sobre o movimento abolicionista: “Libertei mil escravos. Podia ter libertado outros mil – se eles soubessem que eram escravos”.

Em maio de 2015, Harriet venceu uma campanha chamada “Women on 20s”, em que mais de 600 mil americanos pediram para que uma mulher tivesse sua face estampada nas cédulas de US$ 20. Na ocasião, a campanha divulgou uma imagem de como seria a nota com sua imagem.

Campanha em defesa da homenagem a Harriet mostrou como podia ser uma nota com sua estampa

Quase um ano depois, em 20 de abril de 2016, Jack Lew, então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, anunciou planos para incluir um retrato de Harriet à frente da nota de US$ 20, uma das mais usadas no país. Com isso, o retrato do ex-presidente Andrew Jackson iria para o verso da cédula. Admirado por Trump, Jackson – que foi senhor de escravos – estampa a nota de US$ 20 desde 1928.

Porém, na campanha eleitoral de 2016, Trump afirmou que o plano de substituir Jackson por Harriet era algo “puramente politicamente correto” e sugeriu que a ativista fosse retratada na nota de US$ 2 – que não está mais em circulação. Eleito presidente, o magnata engavetou o projeto.

Nascida escravizada, Harriet Tubman fugiu do cativeiro e atravessou clandestinamente dezenas de escravos para o norte dos Estados Unidos e do Canadá, antes e durante a Guerra Civil. Ela também participou da luta das mulheres pelo direito ao voto e morreu aos 91 anos.

Com informações do G1 e agências

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