Morre aos 92 anos José Calixto Ramos, histórico líder sindical

Sindicalista sofreu uma parada cardíaca

O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), José Calixto Ramos, morreu na noite desta quarta-feira (3), no Recife. Segundo a entidade, Calixto contraiu a Covid-19 e estava internado num hospital do Recife (PE). Em meio à recuperação, ele sofreu uma parada cardíaca e veio a falecer.

Histórico líder sindical brasileiro, Calixto tinha 92 anos e era também presidente da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria). As entidades que ele presidia lamentaram sua morte.

A NCST, “com profundo pesar e um misto de dor e consternação”, afirmou ter perdido “seu líder maior”, além de ter decretado luto de sete dias: “A Nova Central sofre muito na data de hoje. A diretoria se une em solidariedade aos familiares, amigos, companheiros de jornada e todos aqueles que tiveram a satisfação de conviver e compartilhar momentos inesquecíveis ao lado da nossa grande inspiração, do nosso saudoso líder, que tantos bons exemplos deixa de legado na sua vitoriosa e insubstituível trajetória sindical”.

Em nota conjunta, presidentes das cinco outras centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB e CSB – também manifestaram “profunda dor” pela morte do “companheiro” Calixto. Essas entidades compõem, ao lado da NCST, o Fórum das Centrais.

“Parte um grande companheiro de décadas de lutas em defesa da classe trabalhadora, incansável na dedicação à proteção sindical dos trabalhadores e das trabalhadoras, na organização do sindicalismo, nas mobilizações, nas lutas, nas negociações e na representação institucional. Parte um companheiro que contribuiu com este Fórum e com nossos esforços de unidade”, registraram os sindicalistas. “Grande Calixto, presente!”

Nas redes sociais, Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), postou um depoimento em homenagem a Calixto. “Aprendi muito com esse personagem extraordinário, sobre o significado do ‘ser sindicalista’ e sobre os signos da luta da classe trabalhadora”, escreveu Adilson. “Calixto, você é e será lembrado como um grande patrono da luta sindical. Um líder honrado, na sua mais sublime humildade; e defensor intransigente de uma sociedade mais justa e igualitária. Ficam as boas lições e a saudade de nosso querido pai/irmão.”

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