Brasil defende reconhecimento da Palestina na ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará nesta quinta-feira sobre a candidatura da Palestina para se tornar um Estado membro pleno da ONU.

Ministro Mauro Vieira e representações diplomáticas no encerramento de reunião do G20. Foto: G20

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, confirmou sua participação na discussão aberta do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), marcada para a próxima quinta-feira (18), que incluirá a presença de países não membros do colegiado. Sua prioridade será defender o reconhecimento da Palestina como membro pleno da ONU.

Vieira tem se engajado ativamente em articulações com diplomatas de diversos países para atender ao pedido da Autoridade Palestina, especialmente em meio ao atual conflito. No último fim de semana, o chanceler brasileiro discutiu o tema com os chanceleres da Bélgica, Espanha, Noruega e Portugal.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará nesta quinta-feira sobre a candidatura da Palestina para se tornar um Estado membro pleno da ONU. Nas últimas semanas, Mauro Vieira e embaixadores de diversos países têm intensificado os contatos para fortalecer a campanha em apoio à causa palestina.

O governo brasileiro considera esse reconhecimento crucial para alcançar um acordo de paz duradouro na região, incluindo a definição de fronteiras claras, que é essencial para evitar futuras incursões israelenses no território palestino.

A Palestina apresentou uma carta em abril solicitando uma nova análise de seu pedido de adesão plena à ONU. Em 8 de abril, o Conselho de Segurança encaminhou o pedido ao seu Comitê para a Admissão de Novos Membros.

Antes da reunião na ONU, o ministro Mauro Vieira revisará o posicionamento do Brasil sobre a retaliação do Irã a Israel durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Colômbia.

A nota divulgada pelo Itamaraty após o ataque do Irã a Israel, no sábado (12), foi criticada por entidades judaicas por não condenar diretamente o Irã. O governo brasileiro expressou preocupação com a situação e pediu contenção para evitar uma escalada, sem mencionar o Irã diretamente.

Questionado sobre o tom da nota, o chanceler brasileiro justificou que o objetivo era evitar uma declaração que pudesse piorar a situação.

O governo brasileiro defende a prioridade de evitar a escalada do conflito no Oriente Médio, mantendo o foco na proteção dos civis na Faixa de Gaza.

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