Presidente da Fifa garante Irã na Copa, mas nega tirar jogos dos EUA

Seleção iraniana pediu para que jogos fossem transferidos para o México e até mesmo sinalizou com desistência; Infantino esteve no amistoso que o Irã venceu a Costa Rica

Seleção do Irã em jogo contra a Costa Rica, oportunidade em que jogadores protestaram contra agressões dos EUA. Foto AFP

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, garantiu à AFP, nesta terça-feira (31), a presença do Irã na Copa do Mundo de Futebol Masculino de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. A confirmação pelo mandatário do futebol internacional acontece depois da sinalização de que a seleção iraniana poderia não participar da competição.

Infantino esteve em Antalya, na Turquia, e assistiu à vitória da seleção iraniana por 5 a 0 contra a Costa Rica em amistoso. A presença dele e o encontro com dirigentes iranianos foi vista como uma aproximação para garantir a presença do país na Copa. Segundo o presidente da Fifa, “o Irã estará na Copa do Mundo”, porém não haverá mudança do local de disputa na primeira fase, como solicitaram.

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O presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, havia pedido para que as partidas da seleção fossem disputadas em solo mexicano e não dos EUA, como previsto no sorteio. O pedido não foi atendido.

A primeira fase do torneio acontece entre 11 e 27 de junho. O Irã está no Grupo G e tem jogos contra a Nova Zelândia e Bélgica, em Los Angeles (EUA), e contra o Egito, em Seattle (EUA). A previsão anterior é de que a base de treinos da seleção persa seria em Tucson, no Arizona (EUA).

Guerra

Estados Unidos e Israel iniciaram, em 28 de fevereiro, uma guerra covarde contra o Irã, assassinando seus líderes e bombardeando civis. Um dos primeiros atos da extensão da guerra genocida praticada contra palestinos em Gaza, que se estendeu pelo Oriente Médio e chegou ao povo persa, foi a ação militar dos EUA que atingiu uma escola feminina na cidade de Minab (Irã), deixando centenas de crianças mortas.

No amistoso contra a Nigéria, na sexta-feira (27), os atletas do Irã seguraram mochilas durante a execução do hino em homenagem e em protesto pelas meninas mortas. Na partida contra a Costa Rica, empunharam fotografias em denúncia dos ataques, destruição e mortes causadas por EUA e Israel.

Com a guerra, existe uma grande preocupação com a recepção e a segurança da delegação iraniana nos EUA. Em meio a sinais difusos, Donald Trump havia insinuado que os jogadores iranianos não estariam seguros. Em outro momento disse que o evento seria seguro para todos e que os atletas do Irã são bem-vindos. Espera-se que ele não coloque nenhuma dificuldade nesse sentido, uma vez que foi afagado recentemente com um infame prêmio da “Paz” concedido pela Fifa e Infantino. Agora resta saber se o governo do Irã não irá se opor à presença de seus atletas no país agressor.

*Com informações AFP

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