PGR recusa delação de ex-presidente do BRB preso na fraude do Master

As tratativas de delação chegaram a citar o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e a atual governadora Celina Leão (PP)

Veja a foto do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na Papuda

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recusou na noite desta quinta-feira (25) a proposta de delação de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), preso pelo envolvimento nas fraudes do banco Master.

Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a proposta da defesa dele “apresenta reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir”.

“Não há, ainda, sinalização mínima do potencial de ressarcimento da pretendida colaboração, que a diferencie dos resultados já alcançados pelas autoridades cíveis e criminais engajadas na busca patrimonial”, diz Gonet na decisão.

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Paulo Henrique Costa foi preso no âmbito da “Operação Compliance Zero”, da Polícia Federal, que investiga crimes como gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro.

As tratativas de delação chegaram a citar o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e a atual governadora Celina Leão (PP). Ambos negam envolvimento.

Segundo as investigações, o ex-gerente do BRB está envolvido no esquema de criação e venda de carteiras de crédito falsas do Banco Master.

As operações fraudulentas teriam alcançado R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito supostamente irregulares adquiridas pelo BRB, apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários à operação financeira, desconsiderados pelo gestor.

Em troca de acelerar a compra desses títulos falsos, o ex-presidente do banco público teria recebido imóveis de luxo em São Paulo e Brasília avaliados em mais de R$ 146 milhões.

Para isso, utilizou empresas de fachada estruturadas pelo advogado Daniel Monteiro para esconder o verdadeiro dono. Monteiro, advogado do Master e homem da confiança de Daniel Vorcaro, foi preso em São Paulo na mesma operação.

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