Itália descarta intervir na Síria sem autorização da ONU

A Itália descartou participar de um ataque armado contra a Síria sem a aprovação e o mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmou nesta terça-feira (27) a ministra de Relações Exteriores, Emma Bonino.

Em uma reunião com parlamentares, a chefa da diplomacia italiana assinalou que seu país não intervirá em soluções militares fora do mandato da ONU, algo que o Reino Unido está disposto a fazer, segundo uma declaração do chanceler William Hague dada ontem.

Leia também:
Cebrapaz condena preparação agressora e solidariza-se com a Síria
EUA e Reino Unido intensificam ameaça de guerra contra a Síria
Comunistas italianos fazem apelo contra guerra na Síria
Os Estados Unidos estão cada vez mais próximos de atacar a Síria
 

Bonino considerou que a solução ao conflito sírio deve ser política, por isso é necessário continuar trabalhando para criar um diálogo.

Vários meios de comunicação informaram também está marcada para quarta-feira (28) uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na qual embaixadores dos 28 países membros debaterão a situação na Síria e no Egito.

As potências ocidentais atuam sob o pressuposto de que o ataque com armas químicas na semana passada tenha sido de responsabilidade do exército sírio, acusação lançada pelos grupos opositores armados.

O governo de Bashar al-Assad apresentou indícios de que é a oposição que utiliza esse tipo de armamento, o que se confirma em um relatório realizado por especialistas russos.

Ontem, Al-Assad afirmou que as acusações contra seu governo estão dirigidas a criar uma cortina de fumaça sobre o evidente avanço do Exército Árabe Sírio contra os grupos mercenários financiados por agentes do exterior.

Os planos ocidentais de agressão militar contra a Síria ocorrem justamente quando o governo tinha anunciado sucessos significativos diante dos bandos opositores armados.

Com informações da Prensa Latina