Decisão de Gilmar Mendes sobre súmula 277 rebaixa direitos
Para o advogado Magnus Farkatt, assessor jurídico da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), decisão recente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes representa mais um ataque aos trabalhadores. O magistrado suspendeu a renovação automática de cláusulas sociais, resultantes de acordos e convenções coletivas. Agora, será necessária nova negociação entre empregados e patrões para que direitos anteriormente conquistados voltem a valer.
Publicado 20/10/2016 13:24
O assessor da CTB destaca que mais do que nunca é importante que os movimentos sociais e sindical se mobilizem para demonstrar para a população o que está em risco. “Essa é apenas uma dentre várias medidas contra os trabalhadores que estão no escopo do STF, que há algum tempo tem interpretado de maneira danosa a legislação trabalhista. Portanto, se não houver uma mobilização para fazer um contraponto esse tipo de situação, essa ofensiva vai continuar”, afirmou.Farkatt lembra que essa não é a primeira e “pelo andar da carruagem” não será o último ataque direcionado aos direitos trabalhistas. “Já temos um grave precedente, que inclusive é a último ataque, que garantiu a prevalência do negociado sobre o legislado. A decisão não abrange todas as categorias, mas sinaliza uma posição do STF. Outra é a validade da Súmula 331 do TST, que impede a terceirização da atividade fim, que está em pauta para entrar em julgamento. Se o Supremo mantiver esse posicionamento, a possibilidade de aprovar essa medida é muito grande. Ou seja, o Supremo já está fazendo a reforma trabalhista que o governo Temer prometeu”.