Política de cotas mudou a “cor das universidades brasileiras”, diz Lula
“No Prouni, Fies, Sisu, percentual de negros e negras supera 50% em todos os casos. Hoje, homens e mulheres negros e negras brilham nas mais diferentes funções”, afirma o presidente
Publicado 15/09/2025 20:41 | Editado 16/09/2025 18:34
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na noite desta segunda-feira (15), durante a abertura da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), em Brasília, que a política de cotas dos seus governos mudou “as faces mais visíveis do Brasil”.
“A mudança da cor das universidades brasileiras é uma das faces mais visíveis do Brasil, menos desigual que estamos construindo. No Prouni, Fies, Sisu, percentual de negros e negras supera 50% em todos os casos. Hoje, homens e mulheres negros e negras brilham nas mais diferentes funções”, afirma o presidente.
“Instituímos políticas específicas para a redução da desigualdade de cor, como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o sistema de cotas para o acesso à universidade, concursos públicos federais e cargos comissionados”, destaca Lula.
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Desse modo, o presidente diz que “os lugares que habitualmente se encontravam a maioria de brancos, hoje encontram a cara brasileira”.
“A cara negra, das pessoas que não querem mais serem consideradas morenas, querem ser negras porque se reconhecem como negras e é motivo de orgulho”, disse o presidente sob aplausos dos participantes.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também destacou a política de cotas do governo.
“Nunca vou esquecer do dia que a gente celebrou as renovações das cotas nas universidades. Queria pedir que todos os cotistas se levantassem para que a gente dê uma salva de palmas. Isso é fruto do seu trabalho, presidente”, disse. “Só existe democracia forte se buscarmos justiça racial e reparação”, completa a ministra.
Conapir
A conferência, que vai acontecer até sexta-feira (19), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, tem como tema: “Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial”. A última conferência nacional sobre o assunto ocorreu em 2018.
Cerca de 1,7 mil delegados representantes da população negra, das comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais de matriz africana e povos de terreiros, povos ciganos, indígenas e da população negra LGBTQIA+, juventude e mulheres negras participam do evento.
Nos cinco dias da Conferência, os participantes vão discutir e propor ações e políticas fundamentais para a superação das desigualdades, enfrentamento ao racismo e desenvolvimento sociopolítico de toda a sociedade.