Boulos diz que governadores de consórcio atuam como traidores da pátria

Para ele, ao tentar classificar as facções criminosas “como terroristas” a intenção deles é possibilitar uma intervenção estrangeira no país

Brasília (DF), 29/10/2025 - O novo o Secretário-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, fala durante cerimônia de posse, realizada no Palácio do Planalto | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que os governadores de direita que formaram o “consórcio da paz” atuam como traidores da pátria.

Para ele, ao tentar classificar as facções criminosas “como terroristas” a intenção deles é possibilitar uma intervenção estrangeira no país.

“Você vai combater o tráfico de drogas mudando o nome de narcotraficante para terrorista? Isso não muda um ‘A’. Quando esses governadores se prestam a um papel desse, estão montando um consórcio de traição à pátria”, disse ele em entrevista ao Valor.

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Boulos considera que esse consórcio não é o da paz, mas do presidente norte-americano Donald Trump. “Querem atiçar a intervenção estrangeira, não são ingênuos, atuam como traidores da pátria”, reforça.

Na avaliação dele, caso de fato quisessem combater o crime organizado no país estariam apoiando a PEC da Segurança enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso.

“Se quisessem de fato enfrentar o crime organizado, apoiariam a PEC. Não ficariam fazendo demagogia sobre terrorismo”, critica.

Assim como Lula, Boulos considera uma “matança” a operação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 121 pessoas mortas.

“Não errou. Eu acho que foi uma matança, e algumas das vítimas dessa matança, 4 particularmente, foram policiais. Agora, dizer que uma operação que matou mais de 120 pessoas não foi uma matança? Então nós temos que ressignificar a língua portuguesa”, afirma.

O ministro também ressalta as iniciativas do governo com a PEC da Segurança e o projeto de lei antifacção, ou seja, projetos distintos que demonstram o compromisso com os estados.

“Qual é a nossa diferença para a ‘extrema direita’? Eles querem usar a insegurança da população para fazer política à base do medo e do sangue. Nós queremos enfrentar de verdade o problema da segurança e do crime organizado. Isso passa pelo quê? Pegar peixe grande”, observa.

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