Dono do Banco Master é solto, mas deverá usar tornozeleira eletrônica

O banqueiro e seus sócios também devem entregar seus passaportes e estão proibidos de manter contato com outros alvos da investigação

(Foto: Reprodução)

Preso na operação da Polícia Federal (PF) “Compliance Zero”, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, saiu da prisão, mas deverá usar tornozeleira eletrônica, entregar seus passaporte e está proibido de manter contato com outros alvos da investigação. A decisão se estende aos seus sócios que também ganharam liberdade.

Os investigados foram beneficiados por decisão, na noite desta sexta-feira (28), da desembargadora federal Solange Salgado, da 10ª turma do TRF da 1ª região.

Além de Vocaro, foram soltos os sócios dele Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva.

Eles são investigados por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional como gestão fraudulenta, gestão temerária e formação de organização criminosa. As fraudes somam mais de R$ 17 bilhões.

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A PF apura a responsabilidade do banqueiro e seus sócios na concessão de créditos falsos e a tentativa de compra do Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal.

A fraude de R$ 12,2 bilhões, que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master, só foi possível devido ao envolvimento e lobby de agentes públicos.

O banqueiro teria sido ajudado por parlamentares do Centrão e da extrema direita como Antonio Rueda, presidente do União Brasil; Ciro Nogueira, presidente do PP; e Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal.

O colunista de O Globo Lauro Jardim revelou que Ciro Nogueira tentou salvar o banco como uma emenda à PEC sobre a autonomia do Banco Central pela qual aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

No Congresso, o deputado Rogério Correia (PT-MG) lembra que a desembargadora que mandou soltar o banqueiro Daniel Vorcaro já foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) e depois inocentada por crimes como gestão fraudulenta, falsidade ideológica, apropriação indébita, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

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