Estado impulsiona inovação e põe ciência no centro do Brasil
Prêmio Finep 2025 reconhece projetos inovadores de todas as regiões e reforça o papel do MCTI, ao qual a empresa é vinculada, no fortalecimento da ciência e tecnologia
Publicado 18/03/2026 10:42 | Editado 19/03/2026 11:20
A retomada do Prêmio Finep de Inovação, após uma década, reafirma o papel estratégico do Estado no financiamento da ciência e no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas aos desafios sociais do país. Em cerimônia realizada em Brasília nesta terça-feira (17), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) premiou 40 projetos finalistas, selecionados entre iniciativas de todas as regiões do Brasil, evidenciando a capilaridade e o fortalecimento do sistema nacional de inovação.
A premiação, organizada pela Finep, destacou iniciativas financiadas com recursos públicos que vêm contribuindo para áreas estratégicas como saúde, bioeconomia, transformação digital, defesa e sustentabilidade. Ao todo, 116 projetos haviam sido reconhecidos nas etapas regionais, consolidando um panorama diverso da produção científica e tecnológica brasileira.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), o prêmio expressa o potencial transformador da ciência nacional. “Aqui estão os melhores e mais ousados projetos apoiados pelo Ministério e pela Finep, uma demonstração concreta da capacidade do Brasil de produzir soluções tecnológicas de alto impacto para desafios estratégicos do nosso tempo”.
Ciência como motor de um Brasil mais justo
A ministra também reforçou o papel da inovação como eixo estruturante de um projeto de país mais justo: “Os projetos vencedores mostram que a ciência, tecnologia e inovação devem estar no centro de um Brasil mais justo, sustentável e soberano”.
A edição de 2025 marcou ainda um avanço na descentralização dos investimentos públicos em ciência. Os vencedores estão distribuídos pelas cinco regiões do país e incluem tanto empresas quanto universidades públicas, evidenciando a integração entre produção acadêmica e desenvolvimento produtivo.
Inovação com impacto social e regional
Entre os destaques, estão projetos com impacto direto na vida da população, como tecnologias para diagnóstico precoce de Alzheimer, produção de hidrogênio verde, plataformas de medicina personalizada e soluções voltadas à Amazônia. Essas iniciativas demonstram como o investimento público em ciência pode gerar inovação com retorno social, contribuindo para reduzir desigualdades e ampliar a soberania nacional.
Outro ponto relevante foi a valorização da participação feminina na ciência, com o prêmio especial “Niède Guidon”, que reconheceu um projeto liderado por mulheres na área de biotecnologia regenerativa, reforçando a importância da inclusão e da diversidade no avanço científico.
Além da premiação, o governo federal também apresentou editais que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis para inovação, sinalizando a continuidade de uma política pública voltada à reindustrialização com base em conhecimento e tecnologia.
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com informações do MCTI