Se apenas existisse você

“Flores e borboletas são para encontros passageiros. Talvez sejamos passageiros de algum momento, mas se o tempo não para, estamos sempre passando.”

Foto: Liz West/CCommons

As borboletas enfeitam os olhos, mas não são enfeites. Simetria, composição de cores, delicadeza e quase sem peso. Borboletas não são para abraços, imagina para estômagos. As primaveras são bonitas, têm mais flores e borboletas.

Flores e borboletas são para encontros passageiros. Talvez sejamos passageiros de algum momento, mas se o tempo não para, estamos sempre passando.

Passar, às vezes é tão fácil, como se desfazer de teias de aranha, mas a história não mostra apenas os fios frágeis das aranhas, nem a vida curta das flores e borboletas.

As marcas do tempo são tatuagens recontadas por lobos e cordeiros.  As flores e borboletas algumas vezes desaparecem nessas histórias, em outras ganham força de rochas duras pelo tamanho da sua suavidade.

As rochas duram, mais  do que as borboletas e flores. O que seria da poesia se existisse apenas rochas? 

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