“Faz parte das atribuições de um embaixador conhecer os acontecimentos políticos do país no qual está alocado”. Esta é a resposta do embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Averláiz, à crítica feita pelos partidos PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro), DEM (Democratas) e PPS (Partido Popular Socialista) que, em nota, questionaram a presença do diplomata no "ato em defesa do legado de Lula".
Em um auditório lotado por militantes sindicais, de movimentos populares e ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), José Dirceu, ex-presidente do PT e réu da Ação Penal 470, apelidada pela mídia de “mensalão”, foi recebido com palmas e palavras de ordem.
Por Joana Tavares, no Brasil de Fato
O ex-ministro José Dirceu (PT) disse na noite desta terça-feira (5) que o mesmo apoio dado ao governo da presidente Dilma Rousseff deve ser dado à defesa dos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da Ação Penal 470, chamado pela mídia conservadora e setores da direita brasileira de Mensalão.
Ontem, pelo segundo dia seguido, tivemos um produtivo encontro para debater os ataques que o PT vem sofrendo de grupos da direita e alertar sobre o que podemos fazer. Desta vez, lotamos o auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais, em Belo Horizonte. O encontro foi organizado pelo PT de Minas, com o apoio das bancadas do partido e do Diretório Municipal da capital mineira.
Por José Dirceu, em seu blog
Na noite de quarta-feira (30), o auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, com capacidade para 600 lugares estava lotado e ainda havia gente pelos corredores, saguão, hall de entrada, e na calçada em frente ao prédio esperando uma oportunidade para entrar. A atração? O Ato Pela Anulação do Julgamento da Ação penal 470, o chamado "mensalão", promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
Um ato público realizado nesta quarta-feira (30), no Rio de Janeiro, pediu a anulação do julgamento da Ação Penal 470, o processo conhecido como mensalão. O objetivo, de acordo com a organização do evento, foi promover um debate sobre os erros cometidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) divulgou nota em seu blog nesta quinta-feira (10) na qual afirma que o procurador-geral da República Roberto Gurgel "confessa", em entrevista à Folha de S. Paulo, que não havia provas contra ele no julgamento da Ação Penal 470.
O presidente do Instituto Lula e amigo do ex-presidente Paulo Okamotto, manifestou, nesta quinta-feira (10), seu descontentamento com a cobertura da imprensa nacional em relação ao governo, especialmente em relação ao setor energético. "Precisamos colocar o bloco na rua", declarou Okamotto.
O procurador-geral da República, o sinistro Roberto Gurgel, decidiu "investigar" o ex-presidente Lula com base nas acusações feitas em setembro passado pelo operador do chamado "mensalão", Marcos Valério, de que o esquema também bancou as despesas pessoais do líder petista. A informação foi divulgada hoje pelo excitado Estadão.
Por Altamiro Borges*
Aspirantes a ditador encastelados no Judiciário, no Legislativo, na imprensa e até entre cidadãos comuns estão sobejamente indignados com José Genoino Guimarães Neto, cearense de Quixeramobim que, aos 66 anos, está prestes a cumprir pena de prisão por ter colocado a própria firma em um contrato de empréstimo de um banco ao partido político que presidia. A razão da indignação: ele teima em querer exercer seus direitos.
Por Eduardo Guimarães, no blog da Cidadania
Não é comum, pelo contrário, é inusitada, a oportunidade de ver e ouvir na mídia o relato orquestrado de um golpe político, anunciado com data, pano de fundo e artistas escolhidos a dedo para representar a grande tragicomédia batizada de mensalão.
Por Samuel Sergio Salinas*
“O direito de defesa vem sendo arrastado pela vaga repressiva que embala a sociedade brasileira. À sombra da legítima expectativa de responsabilização, viceja um sentimento de desprezo por garantias fundamentais.” Márcio Thomaz Bastos
“Nós entregamos aos nossos juízes – individualmente considerados— e aos tribunais, mais poder do que eles precisam para exercer suas funções.” Sérgio Sérvulo