Este artigo busca analisar a atual crise econômica e o significado da agenda econômica golpista. Ademais, apresenta uma agenda alternativa para o desenvolvimento econômico, em que o crescimento é movido pela redução das desigualdades e pelo aumento e melhoria da infraestrutura social.
Por Pedro Rossi e Guilherme Melo*
A sensação de que estamos face a uma verdadeira ausência de governo tem aumentado ao longo dos últimos meses. Até mesmo as forças políticas que conspiraram abertamente pelo golpeachment reconhecem que o núcleo duro da equipe de Michel Temer não comanda mais nada.
Por Paulo Kliass *
"O livro não pretende apenas apresentar um diagnóstico dos Impactos Sociais da Austeridade. Os autores procuram apontar as alternativas que permitem promover um desenvolvimento mais inclusivo e mais transformador".
Por Laura Carvalho*
Embora grave, a situação fiscal continua administrável. O setor público não está à beira da falência.
Por Paulo Nogueira Batista Jr.*
Ele é vital para coordenar expectativas do setor privado e isso pode levar a uma queda do déficit, diz o Fundo.
Por Luiz Gonzaga Belluzzo*
Estudo divulgado pela Fundação Abrinq mostra que de 2015 a 2016 o óbito de crianças entre 1 e 4 anos aumentou 11%. Essa é uma das consequências dos cortes sociais, decididos por governantes contra os interesses da maioria da população.
O professor Márcio Pochmann, do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas, afirma que, "no governo Temer, o Brasil voltou ao seu 'normal histórico', com os ricos se tornando mais ricos, os pobres, cada vez mais pobres, e a destruição da própria classe média assalariada".
A extinção do Fundo Soberano, anunciada nesta terça-feira (22) pelo governo Temer, é um grave retrocesso para o povo brasileiro e deixa o País e o povo vulneráveis a crises econômicas internacionais ou ataques especulativos de investidores ou outros países contra o Brasil. A avaliação é do deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE).
A fragilização dos serviços públicos, decorrente dos cortes de gastos, é a fragilização da participação das mulheres na política pública, onde atuam em especial no campo social. E uma sobrecarga ainda maior na sua vida doméstica.
Por Ana Luíza Matos de Oliveira*, Ana Paula Guidolin** e Pedro Rossi***
Para tornar sustentável o congelamento de 20 anos, o novo governo poderá tentar uma reforma da Previdência especialmente draconiana e seguir com propostas de plano de saúde “popular” ou de um sistema que atenda a apenas 50% da população.
Por Emilio Chernavsky*
O investimento público no Brasil despencou em 2017 e chegou ao menor nível em 50 anos, 1,17% do Produto Interno Bruto (PIB) – reflexo de uma estratégia de redução do tamanho do Estado e ajuste fiscal apenas pelo lado da despesa. Os valores aplicados não são mais suficientes nem mesmo para garantir a conservação das estradas, prédios e maquinários do poder público. Para o economista Sérgio Gobetti, em momento de recessão, o corte foi indevido e pode atrasar ainda mais a recuperação.
Os cortes no Orçamento realizados desde 2015, mas muito aprofundados na gestão Michel Temer, atingiram em especial as mulheres. Em condição de maior vulnerabilidade que os homens, elas são as mais afetadas com a redução de verbas para políticas públicas em qualquer área. Além disso, as ações específicas para a promoção da autonomia e o combate à violência contra a mulher foram praticamente aniquiladas. De 2014 para 2017, a tesoura da austeridade retirou 62,87% dos recursos destinos a elas.