Um levantamento realizado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, aponta que o rombo nas contas públicas em 2018 ficará acima dos R$ 159 bilhões previstos pelo governo e que novos cortes no Orçamento poderão acontecer, para cumprir a meta fiscal prevista.
Nesta hora de tantas previsões sobre 2018, uma coisa é certa: Temer e Meirelles vão impor novos sacrifícios à população, pela razão elementar de que não fizeram ajuste fiscal algum ao longo de 2017.
Por Tereza Cruvinel*, no Brasil 247
Aprovação de leis polêmicas de interesse dos ruralistas, extinção de órgãos como o MDA e a Ouvidoria Agrária e a redução drástica do orçamento de programas vitais como o PAA mostram que o governo decidiu estrangular a agricultura familiar, setor que põe comida na mesa do brasileiro.
Por Paula Quental
Os deputados da chamada base aliada agradecem, mas esperam um esclarecimento do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Peça chave na política de austeridade em curso, a nova regra fiscal implementada por Michel Temer completa um ano nesta sexta (15), com impactos perversos para a população mais vulnerável e sem cumprir sua promessa de equilibrar as contas públicas e ativar a economia. O ajuste fiscal, levado ao extremo na atual gestão, tem significado cortes severos no orçamento de programas sociais, o que coloca em risco direitos básicos e contribui para exacerbar desigualdades no país.
Por Joana Rozowykwiat
Preocupado com os cortes no Orçamento, senador aponta que saída seria usar R$ 1,6 bilhão do fundo de reserva de contingência para reforçar recursos para o setor. “Se não fizermos isso, as usinas nucleares vão parar em 2018”, adverte
Michel Temer pratica um verdadeiro assalto aos servidores públicos, aumentando de 11% para 14% a contribuição previdenciária dos trabalhadores que ganham acima do teto do INSS, medida confirmada nesta segunda-feira pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. É o que afirma o deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), chamando atenção para os riscos representados por essas e outras medidas anunciadas neste começo de semana.
A líder do PCdoB na Câmara, deputada Alice Portugal (BA), criticou as medidas provisórias de “ajuste fiscal” editadas por Michel Temer. Para ela, Temer não se cansa de prejudicar o povo para sanar suas dívidas. Entre as propostas que chegarão ao Congresso para validação definitiva, está o adiamento do reajuste no salário de servidores públicos por um ano, além do aumento da alíquota previdenciária.
Contrariando o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Michel Temer assinou nesta segunda (30) duas medidas provisórias de ajuste fiscal que terão impacto no Orçamento de 2018.
Uma semana depois de salvar sua pele da segunda denúncia encaminhada pela Procuradoria-Geral da República, Michel Temer estuda o envio de um novo pacote de ajuste fiscal ao Congresso Nacional para “equilibrar” as contas públicas.
Recentemente, o plano de recuperação do estado do Rio de Janeiro foi assinado numa cerimônia que contou até com uma choradinha do então presidente interino, Rodrigo Maia. No entanto, a “saída” para a crise do estado é vista com temor pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Por Christiane Peres
Dirigentes da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central Única dos Trabalhadores (CUT) declararam ao portal Vermelho que o novo ajuste anunciado pelo presidente Michel Temer para “equilibrar contas públicas” vai resultar em um colapso no país. Para os sindicalistas, o caminho deveria ser a retomada dos investimentos para estimular a geração de emprego.
Por Railídia Carvalho