Pacote anunciado pelo governo Temer pretende engordar o caixa da União, ameaçando o funcionalismo público. A proposta prevê, também, elevar a alíquota de contribuição para a Previdência e a extinção de 60 mil cargos no Executivo. Deputados defendem o impedimento do novo desmonte.
Por Iberê Lopes
O economista Pedro Rossi afirmou em entrevista para a rádio Unicamp que é falsa a tese defendida pela grande mídia de que é preciso continuar o corte de gastos de despesas obrigatórias, que seriam saúde e educação. Ele considerou “perversidade extrema” a posição da mídia brasileira em geral apontando para mais arrocho nessas áreas que atendem a maioria da população. O tema da entrevista foi o novo ajuste fiscal anunciado por Temer para “equilibrar as contas públicas”.
Bastaria tirar a Dilma para que todas as dificuldades se transformassem em oportunidades para o retorno de nossa economia a uma suposta normalidade.
A equipe econômica do governo Michel Temer vai refazer as contas para estabelecer nova meta de déficit de 2017 e 2018. Com receitas em permanente queda, o governo deve ampliar a meta do déficit deste ano, passando de R$ 139 bilhões para R$ 158 bilhões. Projeções também indicam que os investimentos do governo federal podem chegar ao final deste ano no menor nível em dez anos.
Em mais uma medida de seu "ajuste fiscal" relativo, Michel Temer deve congelar o salário de servidores em 2018. A medida deverá atingir professores, militares, policiais, auditores da Receita Federal, peritos do INSS, diplomatas e oficiais de chancelaria e carreiras jurídicas. Outras categorias poderão ser incluídas. Com ela, o governo pretende economizar R$ 9,8 bilhões.
Trabalhadores, organizações e movimentos populares estão unidos contra o leilão das usinas da Cemig. A venda, que é articulada pelo governo federal, está marcada para o dia 30 de setembro e atingirá as hidrelétricas de São Simão, Jaguará, Miranda e Volta Grande, que, juntas, correspondem a quase 50% da energia gerada pela estatal mineira. Com a transação concretizada, os grupos que adquirirem o controle das usinas poderão explorá-las por um prazo de 30 anos.
A medida provisória que o governo Michel Temer deve publicar nos próximos dias, com um plano de demissão voluntária (PDV) de servidores públicos do Poder Executivo Federal, previsto para ser implementado pelo Ministério do Planejamento, é encarada pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) como contraditória e de muito pouco impacto real para o próprio governo. Além disso, tem um caráter “propagandístico” e político.
Bombas de gás, spray de pimenta, balas de borracha. Um dos principais pontos turísticos de Curitiba, o teatro Ópera de Arame foi palco de conflitos e violência nesta segunda-feira (26). O local foi usado para a votação – e aprovação – de quatro projetos de lei de ajuste fiscal do município, apresentados pelo prefeito Rafael Greca (PMN).
A crise econômica de 2008 foi utilizada como justificativa para a adoção de medidas de austeridade na Europa.
Por Grazielle David
A exemplo do que fez Michel Temer para aprovar a PEC 55, que determina o congelamento de gastos sociais do governo federal por vinte anos, a Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) também recorreu à violenta repressão contra uma manifestação que contestava o corte de gastos na instituição. Na tarde desta terça-feira (7), a Polícia Militar invadiu o campus universitário e agrediu servidores, professores e estudantes.
Proibidos de fazer greve, policiais militares paralisaram as atividades no Espírito Santo após suas esposas e famílias bloquearem saídas de quartéis. Eles reivindicam reajustes atrasados e melhores condições de trabalho. O medo disparou nas ruas do Estado.
Por Leonardo Sakamoto*
A marca da conjuntura atual é a crise no serviço público como um todo, e não a crise na segurança em particular.
Por Vitor de Angelo