O promotor de Justiça Leonardo Caldas, do Ministério Público do Pará, que acompanha as investigações da chacina de Pau D’Arco, no sudeste do Estado, criticou a soltura dos 13 acusados de participar da execução de 10 trabalhadores rurais em maio.
As investigações do Massacre de Pau D’Arco sofreram um forte revés no dia de ontem (8), com a decisão do juiz substituto Jun Kubota de libertar os 13 policiais presos temporariamente acusados do crime.
O prefeito de Tucuruí, Jones William (PMDB), foi morto nesta terça-feira (25) foi morto por dois homens que estavam em uma moto e atiraram contra ele. O partido destaca que esse caso não é isolado e vem acontecendo com frequência no estado do Pará
Por Alex Rodrigues* repórter da Agência Brasil
A morte de dez camponeses, dia 24 de maio deste ano, em uma operação policial em Pau D´Arco, no Pará, não pode cair no esquecimento nem ficar impune. O pedido foi feito por lideranças sociais que acompanham o caso e parentes das vítimas, durante ato público na noite desta quarta-feira (5), na sede regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio de Janeiro.
O vice-governador do Pará, Zeca Marinho, recebeu nesta segunda-feira (19) das mãos de ativistas de direitos humanos e entidades de trabalhadores rurais um manifesto exigindo providências por parte do estado em resposta ao clima de violência rural e urbana, intensificadas no Estado nos últimos anos. O documento “Não há paz sem Justiça” se refere, especialmente, aos 10 camponeses assassinados em Pau D’Arco em maio e também às cinco pessoas mortas em um tiroteio na periferia de Belém.
Ao longo desta segunda-feira (19), movimentos populares do campo e de direitos humanos realizam diversas atividades, em Belém (PA), para denunciar a escalada de violência no campo no estado, como a chacina de Pau D’Arco, no sudoeste do estado, quando nove posseiros e a presidenta do sindicato de trabalhadores rurais do local foram assassinados pela polícia, no mês de maio.
Os primeiros laudos periciais na Fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco (PA), onde 10 pessoas que ocupavam a terra morreram em maio, durante uma ação policial, foram divulgados esta semana pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O exame de balística, apontado como fundamental para a investigação, ainda não ficou pronto.
A chacina de dez trabalhadores rurais ocorrida no Pará, no dia 24 de maio, é tema de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta segunda-feira (12). De acordo com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), nove homens e uma mulher foram assassinados durante uma ação policial de reintegração de posse em um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’Arco, no Pará.
O ato ocorreu quarta-feira (31) em frente ao Tribunal de Justiça do Pará. Os manifestantes portavam faixas, cartazes, velas e cruzes para lembrar o sétimo dia da chacina de Pau D’arco.
Por Fátima Bezerra
O trabalhador rural Iranildo Porto, 55, vive há nove anos no acampamento Campina Verde, em Redenção (PA), e está preocupado com o que poderá acontecer com os camponeses que moram em acampamentos rurais na região do sudeste do Pará após a chacina que matou dez pessoas na última quarta-feira (24) na fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco, cidade próxima de onde mora. As mortes de nove homens e uma mulher ocorreram durante uma operação policial.
Por Lilian Campelo de Marabá (PA) para o Brasil de Fato
“A polícia chegou atirando”, dizem testemunhas que conseguiram fugir antes do massacre de 10 trabalhadores. Depoimentos contrariam versão de confronto da polícia.
Por Ana Aranha para Repórter Brasil