Na política, como na vida, muitas vezes as coincidências e os simbolismos ajudam a restabelecer a verdade, a resgatar o passado, a reivindicar a memória. Fazem justiça e mostram que os que acreditam que a realidade é muito mais rica, diversificada e surpreendente que a mais delirante das imaginações têm razão. É o que acaba de acontecer no Chile.
Por Eric Nepomuceno, na Carta Maior
A volta de Michelle Bachelet, da coalizão de centro-esquerda Nova Maioria, ao Palácio de La Moneda, e a saída do conservador Sebastián Piñera, representam nova derrota para a política norte-americana na região, além de um duro golpe para a Aliança do Pacífico, factoide criado por espanhóis e norte-americanos para funcionar como espécie de contraponto ideológico e midiático ao projeto, empreendido pelo Brasil e por outras nações, de união e integração continental.
A primeira medida adotada por Michelle Bachelet como presidente do Chile pela segunda vez foi enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei restituindo os benefícios sociais que foram cancelados pelos governos do direitista Sebástian Piñera.
A União de Países Sul-Americanos (Unasul) concordou, nesta quarta-feira (12), após reunião extraordinária dos chanceleres em Santiago do Chile, em enviar uma missão à Venezuela para assessorar e respaldar o governo de Nicolás Maduro em um diálogo com a oposição, em busca do fim do conflito que se instalou no país desde o começo de fevereiro.
Por Théa Rodrigues, da Redação do Vermelho
"O novo governo da presidenta Michelle Bachelet, traz muitas coisas boas para seu povo", afirmou o chefe de Estado peruano, Ollanta Humala, depois de assistir à posse da dirigente do Chile. Em declarações à imprensa peruana, Humala disse que "se a Presidenta Bachelet foi reeleita, é porque em seu mandato fez as coisas bem" e assinalou que vê à nova administração com muita expectativa, otimismo e boa vontade.
Três anos depois de ser o rosto dos protestos estudantis, que deram início a uma discussão profunda sobre a necessidade de uma reforma educacional, a comunista Camila Vallejo, assumiu na manhã desta terça-feira (11) o cargo de deputada no Congresso do Chile e se converteu na representante mais jovem da Câmara.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou na última segunda-feira (10) uma carta de felicitação pela posse da presidenta eleita no Chile, Michelle Bachelet. Nesta terça-feira (11), a mandatária recebeu a faixa presidencial e prestou o juramento diante da filha do ex-presidente Salvador Allende, deposto por um golpe de Estado.
Quatro anos depois de deixar a presidência do Chile com 83% de aprovação, Michelle Bachelet retorna ao cargo nesta terça-feira (11), depois de vencer as eleições de dezembro com 63% dos votos.
Por Victor Farinelli, na Opera Mundi
As eleições na Venezuela e no Chile, em dezembro de 2013, proporcionaram um novo impulso aos governos de esquerda na América Latina e para o avanço das políticas pós-neoliberais.
Por Roger Burbach*, na Carta Maior
Os primeiros sinais são claros e diretos: a futura presidenta do Chile, Michelle Bachelet, que toma posse nesta terça-feira (11), dará ênfase aos esforços para restaurar os laços com a América Latina e o Caribe, e em particular com a Venezuela.
A presidenta Dilma Rousseff participa, na próxima terça-feira (11), da posse da presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet. A socialista chilena volta à presidência após governar o país entre 2006 e 2010, quando o atual presidente, Sebastián Piñera, assumiu o posto.
O presidente uruguaio, José Mujica, deve viajar a Santiago na próxima semana para assistir a posse da presidenta Michelle Bachelet na terça-feira (11). Segundo a Prensa Latina, Mujica fica no Chile até a quarta-feira (12), quando participará de um foro sobre integração regional convocado pela Comissão Econômica para a América Latina e as Caraíbas (Cepal), organismo da ONU com sede na capital chilena.