Quarenta anos depois, contundentes imagens de como se dava a tortura aplicada pela ditadura e desconhecidas no Brasil chegam timidamente ao país. No documentário "Brazil, a report on torture" ("Brasil, o relato de uma tortura"), parte do grupo de 70 ativistas da luta armada que foram trocados pelo embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher, em 1971, relata e encena práticas como pau de arara, choque elétrico, espancamento e afogamento.
Apesar de comemorados, os sucessos do cinema brasileiro da chamada era da retomada, iniciada com a Lei do Audiovisual, deixavam um travo de incômodo em parte do mercado. É que todos eram fruto de uma vitória comercial, sob certo aspecto, mais estrangeira do que nacional. Explique-se.
O ator porto-riquenho Benicio del Toro fará sua estreia como diretor no filme "Siete días en La Habana" (Sete dias em Havana, em tradução livre), que fará com outros seis diretores, entre eles o espanhol Julio Medem, o francês Laurent Cantet e o argentino Pablo Trapero, noticiou esta quinta-feira a imprensa local.
Um filme sobre a guerra no Iraque que não mostra o Iraque. Mostra, contudo, uma guerra, sem combates bélicos, ainda assim tão violenta quanto estes: o sonho por um país perdido e irrecuperável.
Por Aleksander Aguilar*
Kamchatka é um filme sobre violência, mas sobretudo uma lição de amor. Dá-nos a prova o casal vivido pelos atores Ricardo Darín e Cecília Roth. Em apenas uma sequência são vistos militares do golpe que pôs fim às liberdades na Argentina. No entanto, para furar o cerco dos militares, pai e mãe e dois filhos nutrem-se da estima em família de tal modo que salta da tela um ódio mudo à truculência dos milicos.
Por Marco Albertim
Do alto de suas mais de sete décadas de vida – cinco delas dedicadas ao cinema -, o cineasta Francis Ford Coppola pode dar-se ao luxo de esbanjar dinheiro (não muito, diga-se de passagem) numa extravagância em preto-e-branco, filmada na Argentina, sobre famílias consumidas por inveja e segredos, que atende pelo nome de "Tetro".
Amanhã, dia 9 de dezembro, às 18h30 na Cinamateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro será ser exibido o Filme "48" da realizadora portuguesa Susana de Sousa Dias. A exibição faz parte de uma extensão do Festival "Caminhos do Cinema Português" em colaboração com o Bacalhau Cinema Clube.
"Tropa de Elite 2" tornou-se hoje o filme brasileiro mais visto da história. Com as exibições até a noite de terça-feira, o longa de José Padilha alcançou 10,736,995 milhões de espectadores. O recorde anterior pertencia ao filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos", dirigido por Bruno Barreto em 1976, que contava com 10,735,525 milhões de espectadores.
Tentemos melhorar o mundo, se ainda for possível, como está vai muito mal. Assim falou, recentemente, ao abrir um congresso de geriatria, Mario Monicelli, suicida na segunda 29 de novembro, aos 95 anos. Lúcido e saudável até pouco tempo atrás, ao ser alcançado pelo câncer atirou-se pela janela do hospital. Mas a tragédia maior era viver em um mundo cada vez mais estranho.
Por Mino Carta, em Carta Capital
Hoje, os olhos do cinema estarão voltados para Brasília. Está prevista a votação, na Câmara de Deputados, da Medida Provisória 501, que inclui, entre outras atribuições, a renovação do Artigo 1º da Lei do Audiovisual.
Após 16 anos da morte do piloto Ayrton Senna, rever sua história ainda implica em emoção. E é esse sentimento que o documentário Senna, piloto brasileiro – e ídolo mundial, está provocando no público. Mas um dos focos do filme está na luta de Ayrton contra o sistema político e as “panelinhas” que dominam o esporte. “O inimigo dele sempre foi o sistema da F1”, afirma Viviane Senna, irmã mais velha do piloto.
Em dez anos, mais de 5 mil pessoas perderam suas vidas em resultado de acões da polícia no estado do Rio de Janeiro. Essas vítimas são, em sua maiora, negros, jovens e pobres. Suas mães choram sua memória e falam de sua dor.