Mercado segue desigual para as brasileiras, inclusive no que diz respeito aos salários, mas maior ocupação das vagas por mulheres contribui para reduzir disparidades
Relatório do governo mostra disparidade salarial com recorte de gênero e raça
Documento é exigência da Lei de Igualdade Salarial. De 50 mil empresas que precisam prestar informações, até o momento 10,5 mil fizeram o envio
Na Câmara, de 19 projetos que pioram as leis sobre reserva de vagas e financiamento para mulheres e negros, 15 foram feitas por homens
Plataforma do Ipea mapeia principais desigualdades que marcam o Brasil e que atingem sobremaneira as mulheres negras, parcela mais vulnerável da população
Tribunal de Justiça entende que exigência é ilegal e discriminatória, uma vez que não há pedido de exame adicional correspondente para candidatos do sexo masculino
De acordo com estudo do MCTI, elas são cerca de 56,8% dos mestres e 55,6% dos doutores, mas recebem 27% menos do que eles no caso da primeira titulação e 16,4% na segunda
Ao todo, houve 67.626 casos em 2022 em todo o país. No que diz respeito aos feminicídios, foram 1.366 ocorrências, segundo Relatório Anual Socioeconômico da Mulher
No Nordeste, 57% das mulheres negras chefes de família passam por essa situação. Além da renda, pesam a falta de uma rede de apoio e a distância
As mulheres negras recebem em média R$ 3.040, enquanto os homens não-negros ganham cerca de R$ 5.718, segundo o primeiro Relatório de Transparência Salarial
Levantamento dos ministérios das Mulheres e do Trabalho, como parte da lei de igualdade salarial, também mostra que diferença é maior nas chefias e para as negras
Do total de 43 milhões de mulheres empregadas, 37% estão na informalidade. Elas recebem menos que os homens e ainda dedicam 354 horas a mais por ano com afazeres domésticos