As eleições presidenciais do Egito foram finalmente marcadas para 23 e 24 de maio deste ano, anunciaram nesta quarta-feira (29) fontes oficiais, um dia depois de o parlamento ser finalizado e a junta militar ter anunciado que passará o poder para civis.
O Egito recorda os derradeiros dias do político apelidado como “o último faraó” numa exposição fotográfica dedicada à revolução ocorrida há um ano.
Estudantes promoveram neste sábado (11) manifestações, e trabalhadores fizeram paralisações no Egito para marcar um ano da queda do regime do ex-presidente Hosni Mubarak e também pedindo a saída dos militares que estão atualmente no poder.
O primeiro-ministro do Egito, Kamal Ganzouri, confirmou nesta quarta-feira (8) que a Junta Militar seguirá no poder do país até o dia 30 de junho, apesar de os dirigentes militares terem pedido para acelerar o processo eleitoral à presidência.
Os militares que governam o Egito pediram nesta segunda-feira (6) uma rápida transferência de poder para os civis enquanto as forças de segurança isolavam o prédio do Ministério do Interior, no Cairo, contra a manifestação nesta tarde de cerca de mil pessoas contra polícia antidistúrbios, no quinto dia de protestos na cidade.
Centenas de mulheres egípcias, inclusive mães, revindicaram neste domingo (05), perante o Parlamento, que a matança de jovens nos confrontos com a polícia tenha fim. Os manifestantes seguem protestando nas imediações do Ministério do Interior no Cairo.
As torcidas organizadas que surgiram na América Latina nos anos 70 apareceram recentemente no Egito. Os primeiros grupos apareceram em 2005 e, quase imediatamente, entraram para a oposição ao regime do deposto Hosni Mubarak e aos membros de seu braço político, o Partido Nacional Democrático (PND).
Por Eduardo Febbro
No Egito foram declarados três dias de luto nacional devido à tragédia ocorrida no estádio de Port-Said. Nesta cidade morreram mais de 70 pessoas e cerca de 1000 ficaram feridas depois de violentos confrontos entre torcedores de futebol.
Recém-chegado do Egito, onde esteve para acompanhar as manifestações do aniversário de 1 ano do início dos protestos populares que ainda tomam conta do país, o militante político, escritor e apresentador de TV John Rees falou sobre a chamada “Revolução Egípcia” e seus rumos em um debate ocorrido na renomada Escola de Estudos Africanos e Orientais, em Londres, na última sexta-feira (27). O evento também contou a participação de Walla Quassay, estudante e ativista egípcia.
Após a comemoração do primeiro aniversário da revolução que derrubou o ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, em fevereiro do ano passado, centenas de egípcios seguiram acampados na Praça Tahrir nesta quinta-feira (26/01). Os manifestantes exigem que a Junta Militar, que assumiu o poder após a queda de Mubarak, transfira o governo a uma autoridade civil imediatamente.
O Egito vai suspender na quarta-feira o estado de emergência em vigor há mais de trinta anos, salvo em caso de crimes violentos, declarou nesta terça o chefe do poder militar, o marechal Hussein Tantawi, em um discurso transmitido por rede de televisão.
Pela primeira vez, após a renúncia do ex-presidente do Egito Hosni Mubarak e as eleições parlamentares ocorridas na região, o Parlamento do país reúne-se nesta segunda-feira (23), no Cairo. Denominado Assembleia do Povo, o Parlamento conta com três quartos de seus deputados ligados a movimentos religiosos muçulmanos.