O PCP expressa a sua solidariedade aos trabalhadores e ao povo do Egito em luta pelos seus direitos sociais e laborais, pela justiça social, a democracia e a liberdade. Condena veementemente a repressão que, às ordens do governo de Hosni Mubarak, foi e continua a ser direcionada contra os trabalhadores e o povo em luta e presta a sua homenagem aos cerca de 100 cidadãos egípcios mortos pela violência de Estado.
A manifestação com mais de 2 milhões de pessoas, nesta terça-feira (01/02) na Praça da Libertação, no centro de Cairo, deu uma demonstração de força contra o governo do presidente Hosni Mubarak. Porém, mais do que derrubar Mubarak, os manifestantes dizem buscar uma nova era para o país, com mais democracia e desenvolvimento. Veja as imagens desta terça e sinta-se também parte dos protestos caracterizados, por muitos, como a revolução egípcia.
O duelo entre o presidente egípcio Hosni Mubarak e a população que exige sua renúncia desde a semana passada enfrenta nesta terça-feira um teste decisivo, com a convocação de protestos que pretendem reunir um milhão de pessoas.
Os tanques egípcios, os manifestantes em delírio sentados sobre eles, as bandeiras, os 40 mil manifestantes lacrimejando e gritando vivas na Praça da Liberdade e rezando à volta dos tanques, um membro da Fraternidade Muçulmana sentado entre os ocupantes do tanque.
Por Robert Fisk, em The Independent
Tradução: coletivo Vila Vudu
Aqueles que temem o crescimento do “islamismo radical” como fator de instabilidade nessa região, deveriam estar mais atentos em relação às “ditaduras amistosas” que, na verdade, são as principais responsáveis pela insegurança no mundo. Desemprego em massa, preços dos alimentos e repressão política é uma combinação explosiva mais perigosa do que os homens bomba.
por Reginaldo Nasser * publicado no site Carta Maior
O blogueiro Francisco Bicudo chamou a atenção para um fato curioso nas capas das revistonas desta semana. Nenhuma delas deu manchete para as explosões populares que abalam as ditaduras pró-EUA no mundo árabe. “Quem aguardava análises e relatos de fôlego sobre Tunísia, Egito e afins deu com os burros n'água”.
Por Altamiro Borges
Os manifestantes no Egito convocaram para esta segunda-feira, 31, uma greve geral sem prazo para terminar. Além disso, pretendem fazer na terça uma "marcha de um milhão", a fim de marcar a primeira semana do início dos protestos contra o governo do presidente Hosni Mubarak.
Hillary Clinton declarou à imprensa que é preciso evitar a todo custo o vazio de poder no Egito, que o objetivo da Casa Branca era uma transição ordenada à democracia, à reforma social, à justiça econômica, e que Hosni Mubarak era o presidente do Egito e o que importava era o processo, a transição.
Por Atilio Boron, no Página 12
Tradução: Sandra Luiz Alves
Os Estados Unidos criticam "ditadores" apenas quando estes não lhe são úteis. Mas quando prestam serviços ao imperialismo, recebem sólido apoio da Casa Branca. O ditador egípcio Hosni Mubarak contava com o apoio americano até agora. Mas com a entrada de Mohamed ElBaradei no jogo, o governo Obama já se sente seguro para rifar Mubarak e colocar o ex-chefe da AIEA em seu lugar? Esta é a pergunta que os analistas mais fazem neste momento.
O chargista carioca Carlos Latuff mora no Rio de Janeiro, mas, nesta semana, seus desenhos ganharam as ruas do Egito nas mãos de manifestantes. A charge que mostra o presidente egípcio Hosni Mubarak alvo de um sapato não foi publicada por nenhum jornal – sob a censura do regime autoritário – mas circulou nas mãos dos ativistas, como esse no Cairo. "É uma forma de soltar um grito atravessado na garganta por 30 anos", diz Latuff, em referência aos anos de Mubarak no poder.
Egito suspendeu as atividades do escritório da rede de TV no país e retirou as permissões oficiais de todos os correspondentes. Ministério de Informação não divulgou os motivos.
Pode ser o fim. É certamente o começo do fim. Em todo o Egito, dezenas de milhares de árabes enfrentaram gás lacrimogêneo, canhões de água, granadas e tiroteio para exigir o fim da ditadura de Hosni Mubarak depois de mais de 30 anos.
por Robert Fisk, The Independent, UK
Tradução: Caia Fittipaldi