“O Pato da FIESP é uma farsa. A sua verdadeira intenção era de surrupiar os direitos adquiridos dos trabalhadores através da malfazeja reforma trabalhista e da lei da terceirização. Nem mesmo o combate à corrupção ou o congelamento de impostos era verdadeiro”.
Por *Arruda Bastos
Nesta sexta-feira (21), o pato amarelo voltou à Avenida Paulista, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A instituição protesta contra ao aumento das alíquotas do PIS e da Confins sobre combustíveis, que tem impacto não apenas sobre o setor industrial, mas em toda a economia.
A lua de mel dos empresários com Michel Temer durou pouco. Se a política econômica há muito provoca insatisfação, a pá de cal no romance parece ser a alta de impostos sobre combustíveis. Em notas oficiais, as entidades do setor produtivo avaliaram que a medida vai atrasar a recuperação da economia. “Indignado”, nesta sexta (21), o pato amarelo da Fiesp, que esteve na linha de frente do golpe contra Dilma Rousseff, voltou à Avenida Paulista.
Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (24), aponta que a maioria dos brasileiros quer a saída de Michel Temer, sendo que 76% da população querem sua renúncia e 81% defendem o impeachment. A pesquisa indica também que 83% dos entrevistados querem a convocação de eleições diretas para presidente.
“Parte dos brasileiros se deixou levar pelo pato da Fiesp, mídia golpista e partidos políticos reacionários e envolvidos em todo tipo de falcatrua. Eles iludiram os incautos e os transformaram em ‘patos’. Hoje, esse grupo encontra-se arrependido e entendem que todos nós vamos ‘pagar o pato’ com as reformas trabalhista, previdenciária e a terceirização irrestrita promovida por esse governo ilegítimo".
Por *Arruda Bastos
Segundo José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a medida atende a meia dúzia de petroleiras.
A Secretaria estadual de Meio Ambiente de São Paulo alterou o mapeamento de área de proteção ambiental a pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em trocas de mensagens eletrônicas, a entidade patronal pedia discrição nas mudanças, para que estas passassem desapercebidas.
"Todos os nossos atos são pacíficos e organizados. Em todos os atos fazemos reuniões com o comando da Polícia Militar, onde são definidos trajetos e tempo do ato. Já fizemos, inclusive, reuniões com a própria FIESP para evitar conflitos". Este é um trecho da nota divulgada nesta quarta-feira (14) pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) contestando a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que responsabilizou a central pela ocupação no prédio da entidade nesta terça-feira (13).
Até mesmo apoiadores do impeachment da presidenta Dilma Rousseff começam a se dar conta de que o golpe é também contra a indústria nacional. Entidades representativas de fornecedores de bens e serviços ao setor de petróleo e gás natural do país e federações nacionais da indústria agora pressionam para que Michel Temer não leve adiante mudanças radicais na Política de Conteúdo Local (PCL) do setor de petróleo.
Os donos do poder pregam Estado mínimo, mas se recusam a cortar o cordão umbilical com o Estado.
Por Mauricio Moraes
Enquanto grandes empresários sonegam, o povo paga o pato. Sob o discurso da moralidade, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) tem sido uma das principais apoiadoras do impeachment contra Dilma Rousseff. Nesta segunda (18), contudo, O Estado de S. Paulo divulga que um dos diretores da entidade – que espalhou patinhos de borracha pelo país em sua cruzada contra a carga tributária –, o empresário Laodse de Abreu Duarte, é o maior devedor da União entre as pessoas físicas.
Nas marchas pelo impeachment de Dilma, muitos "midiotas" carregaram felizes os patinhos amarelos distribuídos gratuitamente – com recursos públicos do Sistema S – pela eterna golpista Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
Por Altamiro Borges*