O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou Jair Bolsonaro de mentir sobre os programas médicos da ilha e criticou o que chamou de submissão do brasileiro à gestão de seu novo aliado, Donald Trump. "O presidente Bolsonaro volta a mentir. Vergonhosa a sua submissão aos Estados Unidos", publicou o governante cubano no Twitter.
Sem precisar se aposentar, celebridades milionárias – como Ratinho, Rodrigo Faro, Datena, Milton Neves, Ana Hickmann, Luciana Gimenez e Renata Alves – cobram alto para defender publicamente a reforma da Previdência de Bolsonaro. O governo também gastou R$ 4,3 bilhões em emendas parlamentares, num escandaloso “toma lá dá cá” para conseguir o apoio dos deputados ao desmonte da Previdência Social.
Por Cris Rodrigues
Está mais que na hora de estimar corretamente o tamanho do bolsonarismo. Se errarmos, podemos subestimá-lo, acreditando que perdeu tanta substância desde a eleição, que passou a ser irrelevante. Ou superestimá-lo, supondo que seja maior do que é. Muitos pecam pelo exagero.
Por Marcos Coimbra*
A coleção de ofensas de Jair Bolsonaro para com a memória dos mortos e desaparecidos durante a ditadura ganhou nos últimos dias mais uma declaração indecorosa. Ao afirmar de forma zombeteira que poderia contar ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, como o pai dele havia morrido, Bolsonaro não apenas ofendeu seu interlocutor e familiares, mas também sugeriu saber mais do que os documentos oficiais registram.
Por Pedro Serrano*
Em longo artigo para o site Viaje na Viagem, o publicitário e escritor Ricardo Freire destrinchou a nova marca do turismo no Brasil, criada recentemente pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), por meio da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo). Segundo Freire, o slogan “Brazil – Visit and love us” ("Brasil –Visite e nos Ame") se destaca por sete erros, como “não soar fluido em inglês” e ter apelo sexual.
Ninguém mais está querendo sair na foto ao lado de Bolsonaro. O bonde da barbárie está descendo a ladeira sem freio, e cada vez menos gente está disposta a continuar nessa roubada. Quanto mais pessoas pularem fora, melhor. Embora seja tentador, não podemos nos dar ao luxo de ficar apontando dedos. Que os desertores sejam bem-vindos. Mas também não podemos passar pano. Nem rancor, nem flores.
Por João Filho
Desde 1991 – quando Jair Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato como deputado e deu início à trajetória da família na política –, o presidente e seus três filhos (Flávio, Carlos e Eduardo) empregaram mais de uma centena de funcionários com parentesco ou relação familiar entre si. Além da recorrente prática de nepotismo, o clã permitiu que vários parentes não trabalhassem de fato nos cargos. O mapeamento foi feito pelo O Globo ao longo dos últimos três meses.
O episódio se passa em uma cidade da Inglaterra. O juiz alegou necessidade de férias e indicou para substituí-lo um cidadão acima de qualquer suspeita chamado Ângelo (=anjo). Contudo, em vez de viajar como prometera, o juiz se disfarçou de monge e se escondeu em uma paróquia da cidade. Ali recebeu penitentes que, ao se confessarem, falaram mal dele a seus ouvidos.
Por Frei Betto*
Uma reportagem publicada pela Folha revela que o Itamaraty se recusou a publicar um livro do embaixador Synesio Sampaio Goes Filho por conta do prefácio da obra, escrito por Rubens Ricupero, ex-embaixador em Washington e também historiador da diplomacia –e visto como desafeto pelo atual ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
Por Daniel Buarque
Como lidar com o desaparecimento? Como se luta pela memória de alguém que simplesmente desapareceu após desafiar o regime militar e o Estado finge não saber do seu paradeiro? A tarde desta sexta-feira (2) na cidade do Recife foi marcada por uma homenagem a um desaparecido. Fernando Santa Cruz, militante político, sequestrado pelas forças repressoras da ditadura militar em 1974.
Por Rodrigo Barradas
Privatizar as estatais. Dar de mão beijada o patrimônio nacional. O presidente Bolsonaro nunca escondeu o viés entreguista e a real intenção do mandato. O capital acima de tudo e todos. Em apenas 200 dias, os bancos públicos puxaram a fila de venda de ativos. No total, foram R$ 16 bilhões.
Autor do voto mais contundente no julgamento em que o Supremo Tribunal Federal manteve a demarcação de terras indígenas com a Funai, o ministro Celso de Mello voltou a contrariar o governo. Em entrevista ao Estadão, ele diz que o presidente Jair Bolsonaro “minimiza perigosamente” a importância da Constituição e “degrada a autoridade do Parlamento brasileiro”, ao reeditar o trecho de uma medida provisória que foi rejeitada pelo Congresso no mesmo ano.