Nos primeiros sete meses da gestão Jair Bolsonaro (PSL), a esquerda ficou, invariavelmente, presa a temas menores, aprendendo a se desvencilhar do estilo do presidente. Esta é a opinião do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), que defende uma mudança na postura da oposição no Congresso para barrar os retrocessos do governo.
No governo Jair Bolsonaro (PSL), não há mais preocupação com a formação, distorcendo o propósito de programas e fazendo-os meramente meios de satisfazer o apetite por lucros das empresas de educação e do capital financeiro.
Por Madalena Guasco Peixoto*
O envolvimento do ministro Sergio Moro (Justiça) nos desdobramentos da Operação Spoofing, que prendeu quatro supostos hackers nesta semana, reacendeu a pressão de alas do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Congresso para que os dois Poderes deem resposta à atuação do ex-juiz da Lava Jato. A avaliação de ministros da Corte e de parlamentares é a de que Moro extrapolou os limites de sua competência como ministro ao indicar que teve acesso a dados de uma investigação sigilosa da Polícia Federal.
A situação atual da educação brasileira é alarmante frente aos ataques, desferidos tanto pelo capital quanto pela escalada autoritária do governo.
Por Táscia Souza
Há um eixo comum em atitudes tão estapafúrdias como a nomeação de um filho inexperiente e de posições sabidamente extremadas para ser embaixador nos Estados Unidos, a exaltação da posse de armas pela população “para impedir um golpe”, a intenção de extinguir órgãos de apoio à cultura (ou, alternativamente, a censura dos projetos), a decretação do fim das demarcações indígenas e áreas quilombolas e os ataques constantes a homossexuais e outras minorias.
Por Celso Amorim*
O próximo semestre legislativo, que começa oficialmente em 1º de agosto, deverá trazer a bordo mais uma investida contra os direitos dos trabalhadores. Na pauta de votações no plenário da Câmara, está uma medida provisória (MP) que altera 36 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A foto ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi postada no Twitter uma semana antes do desembarque na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril de 2018. O calendário permaneceu agitado com a informação pública sobre o encontro com seu maior adversário político, outro ex-presidente da República, José Sarney.
Por Malu Delgado
A flexibilização dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) revela “certo desespero” do governo Jair Bolsonaro (PSL). É o que avalia o economista Marcio Pochmann, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Em entrevista à revista Época, ele declara que o FGTS já está “comprometido desde a recessão” iniciada em 2015. “Quando a economia não cresce, não se contrata, e a entrada de recursos do Fundo não aumenta”.
“Liberação do FGTS é uma boa medida, mas é um pingo d'água no oceano da recessão nacional.” A avaliação foi feita ao Blog do Sakamoto pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), a respeito da Medida Provisória assinada, nesta quarta (24), pelo presidente Jair Bolsonaro, que muda as regras de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aquecer o consumo.
O circo montado pelo governo Bolsonaro na inauguração do aeroporto de Vitória da Conquista, na Bahia, serviu para revelar sem retoques quem é esse capitão fake, que se faz de valente, mas tem medo do povo. Havia até atiradores de elite em cima do prédio e tropas do Exército e da Polícia Federal e Rodoviária nos acessos, para proteger o presidente e seus 600 convidados de terno e gravata, escolhidos a dedo para gritar “Mito” quando ele entrou no saguão.
Por Ricardo Kotscho, em seu blog
Eleito presidente com a maioria dos votos da população, Jair Bolsonaro (PSL) já deixou claro que vai governar para os ricos. Neste mês de julho, duas medidas comprovam que os trabalhadores são os mais prejudicados com sua gestão.
Por João Alves*
O nepotismo exacerbado do Bolsonaro indicando seu filho Eduardo, o 03, para embaixador em Washington, é um problema grave, acentuado pelo enorme despreparo do 03 para o cargo. Mas a rumorosa indicação é um projeto da ultradireita americana para garantir a submissão da América do Sul aos desígnios do seu país, reduzindo esse subcontinente ao que foi em tempos passados, um quintal dos Estados Unidos.
Por Haroldo Lima*